3 coisas que a juventude conquistou em 2024 e são motivos de orgulho
Apesar dos desafios, nossa galera lutou e garantiu avanços e grandes feitos neste ano.

m entrevista à edição especial de política da CAPRICHO deste ano, a deputada federal pelo Rio de Janeiro Benedita da Silva defendeu que a “força da juventude é fundamental para a democracia”. Ao longo de 2024, nossa galera provou isso. Jovens em todo o canto do país se mostraram fortes na luta por mais protagonismo, mais inclusão e mais representatividade. E, apesar dos diversos desafios, tivemos avanços nessas questões e finalizamos o ano com grandes feitos, sim.
Mais protagonismo
Em 2024, de forma inédita, o Brasil assumiu a presidência do G20, um grupo que reúne as 19 maiores economias do mundo, abrangendo cinco continentes e representando 80% do PIB mundial e dois terços da população global. Para garantir que as vozes das juventudes dos países do G20 possam influenciar a política internacional, foi criado o grupo Youth 20, ou Y20.
O Brasil escolheu cinco jovens para representar nossas demandas e construir propostas para o futuro que a nossa galera sonha. Os jovens representantes sentaram na mesa com grandes lideranças globais para discutir com juventudes de mais de 20 países sobre temas cruciais como mudanças climáticas, desenvolvimento sustentável, transição energética, inovação, futuro do trabalho, reforma do sistema de governança global, inclusão e diversidade, além do combate à fome, pobreza e desigualdade.
Neste outro texto aqui, Mahryan Sampaio, delegada brasileira do Y20 para o tema de Mudanças Climáticas, Transição Energética e Desenvolvimento Sustentável, Ativista e Diretora do Instituto Perifa Sustentável, e Daniela Costa é a delegada brasileira do Y20 para o tema de Inclusão e Diversidade, e Gerente de Redes e Advocacy na Girl Up Brasil, contaram sobre essa experiência.
Mais inclusão
Neste ano, a Universidade Federal Fluminense (UFF) se tornou a primeira instituição federal de ensino superior do Rio de Janeiro a criar cotas para pessoas trans – que não se identificam com o gênero ao qual foi designado em seu nascimento – em cursos de graduação. Com isso, a partir de 2025, serão reservados para estudantes trans 2% das vagas dos cursos de graduação e a expectativa da universidade é que mais de 300 pessoas sejam beneficiadas com ingresso no ensino superior no primeiro ano da política de ação afirmativa.
Na ocasião, como noticiamos aqui na CAPRICHO, a pró-reitora de Assuntos Estudantis, Alessandra Siqueira Barreto, ressaltou que as discussões que levaram à aprovação das cotas são fruto de protagonismo dos estudantes e diálogos com a administração da universidade. Esse foi um ótimo exemplo de como a nossa galera tem ido atrás dos seus direitos e reinvindicações, apesar de todos os obstáculos e preconceitos.
Mais representatividade
Pode ser que o resultado não tenha sido o que você desejava ou que os números de mulheres, negros, LGBTQIA+ eleitos estejam muito aquém do esperado, mas não podemos deixar de ressaltar a participação da nossa galera nas eleições municipais de 2024. Com o #CHnaEleição, cobertura e conteúdos didáticos sobre política para jovens, foi muito bacana perceber a interação e engajamento dos leitores em se manterem bem informado e participarem de discussões que interferem diretamente no dia a dia da juventude, como saúde e transporte público.
Só assim é possível alcançar cada vez mais representatividade e justiça social. Que 2025 essa participação só cresça e envolva mais e mais jovens!