Leques se consolidam como acessório indispensável em shows e festivais
O acessório acompanha o ritmo da música enquanto simboliza identidade, pertencimento e resistência, especialmente dentro da comunidade LGBTQIA+
uem frequentou o Lollapalooza 2026 deve ter reparado em um detalhe que se repetia entre o público: o movimento dos leques acompanhando o ritmo das músicas que, inclusive, é comum em outros shows e, principalmente, no Carnaval. Mas, como surgiu esse movimento que, além de ajudar a refrescar e espantar o calor, também serve como um símbolo de resistência da comunidade LGBTQIA+? Bora descobrir com a CAPRICHO?
Há muitos anos atrás, os leques eram feitos de plumas, folhas e penas e surgiram aproximadamente em 3.000 a.C., na China e, depois, no Japão. O mais interessante é que também já foram usados por faraós no Egito, assim como os assírios, povo semita da norte da Mesopotâmia, e pelos etruscos, civilização da península Itálica.
Criado para amenizar o calor, o acessório começou a ser usado como um elemento de distinção social. Por muito tempo, ele foi considerado um símbolo de poder e status.
No século V, as hastes passaram a ser de marfim, seda, renda e tecido. Depois, o cabo começou a ser de ouro e prata. E a chegada do produto ao Ocidente aconteceu por volta do século XVI, com as navegações marítimas.
Mas foi no ballroom, movimento underground de resistência e acolhimento criado por comunidades LGBTQIA+ negras e latinas nos anos 60 e 70, em Nova York, nos Estados Unidos, que o acessório passou a ser usado como símbolo de expressão cultural e resistência.
Os leques deixaram de ser apenas um produto estético e funcional para se tornarem uma forma de expressão e afirmação. A ‘bateção’ carrega muita atitude, presença, identidade e funciona como um gesto coletivo de pertencimento.
Desde então, além da presença fiel do acessório no Carnaval, vários shows evidenciaram a ‘bateção’ de leque. Por exemplo, com a Renaissance Tour, da Beyoncé, e ao Gagacabana, show de Lady Gaga realizado em maio do passado, destacaram essa prática.
E no Lollapalooza não poderia ter sido diferente, já que algumas divas pop apresentaram. Pode ter certeza de que os leques acompanharam o ritmo das músicas.
No show de Sabrina Carpenter, a cantora chegou a postar no story do Instagram o quanto achou divertida a batida no ritmo da música Nobody’s Son. “Esse vídeo está me matando (de rir), eu te amo”. Já Chappell Roan mencionou o show de Gaga. “Eu vi quando Lady Gaga se apresentou no Rio, e os fãs com os leques. Eu pensei: ‘Eu preciso fazer isso algum dia’… e aqui estamos.”
— Sabrina Carpenter viu o vídeo dos leques em “Nobody’s Son” no Lollapalooza Brasil!
“Esse vídeo está me matando (de rir), eu te amo” #LollaBR pic.twitter.com/27q1iD7Pq3
— VOU DE GRADE (@voudegrade) March 21, 2026
— chappell roan daily (@chappelldaiIy) March 22, 2026
Em shows, pistas de dança e festivais, o movimento de balançar os leques simbolizando uma cultura que celebra liberdade e diversidade está cada vez mais em alta e o Lollapalooza foi prova disso.
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