Compras online: saiba como funcionam os grupos de venda e troca no Facebook

Conversamos com verdadeiras especialistas no assunto para tirar suas dúvidas!

Por Chames Oliveira - Atualizado em 24 ago 2016, 14h22 - Publicado em 9 abr 2016, 13h10

Quem nunca comprou uma roupa e acabou deixando-a guardada no armário ~ainda com etiqueta~ por meses? É chato, só que acontece! Mas uma nova ferramenta está bombando entre as meninas para que as roupas não fiquem mais paradas: os grupos de troca e venda no Facebook. \o/

Após comentar que havia comprado um vestido e nunca o tinha usado, Larissa Marchelly, de 18 anos, descobriu a existência dos grupos como uma indicação da própria vendedora da loja:

Ela disse que eu poderia anunciar neles. Entrei e consegui fazer uma troca muito legal com o vestido. Às vezes, temos peças que não fazem mais o nosso estilo ou simplesmente não cabem, mas que podem ser o desejo de alguém.

Larissa Marchelly, 18 anos

Para repassar peças que nunca chegou a usar (e, de quebra, fazer aquela limpa no armário), Maynara Lopes, de 22 anos, entrou no universo dos bazares online:

Comecei pelas lojas online, mas como a maioria delas possuem uma taxa de cobrança, as pessoas me pediam formas mais acessíveis para vender meus produtos. Então migrei para o Face.

Maynara Lopes, 22 anos

Assim, em dezembro de 2014, ela criou o primeiro grupo dos vários que viria a ser administradora, o Trocas e Vendas: “No grupo, as meninas viam a peça, escolhiam e eu combinava de encontrá-las pessoalmente para entregar o produto.” 

E esse ainda é o esquema clássico dos grupos. As regras variam entre cada um deles, mas em geral, se as participantes moram na mesma cidade, elas podem optar por se encontrar pessoalmente. Caso a troca tenha que ocorrer à distância, a entrega acontece via correio. Para que tudo ocorra certinho, as administradoras ficam de olho:

Meninas que enviam peças danificadas ou que nunca enviam, mesmo depois da minha intermediação, são banidas e o nome delas entram para um documento no grupo de vendedoras não recomendadas, chamado de Lista Negra.

Ri Oliveira, que comanda um grupo de venda e troca de peças da Farm 

Apaixonada por moda, a carioca Rafaella Costa, de 17 anos, encontrou também nos grupos uma forma de economizar:

Além de gostar muito de roupas, vi nesses grupos a oportunidade de comprar peças lindas e conservadas por um preço muito bom! Além disso, é uma ferramenta ótima para achar itens de coleções passadas, que não estão mais à venda.

Rafaella Costa, 17 anos

Na hora de comprar, as meninas recomendam que você preste atenção nos detalhes das roupas, pedindo sempre fotos e informações sobre ela, como medidas e tipo de material. E, se você combinar de se encontrar pessoalmente com alguém, é bom optar por um espaço público, como shoppings. Vale também levar uma companhia, afinal segurança nunca é demais, certo? No entanto, muitas faculdades, por exemplo, já possuem um grupo de bazar, o que facilita bastante o encontrinho. Ainda não tem na sua escola? Essa pode ser uma chance para você criar um! Que tal? 

Além de ser uma forma de ganhar um dinheirinho e ao mesmo tempo economizar, os grupos também serviram como um grande aliado para as meninas conhecerem o seu próprio estilo.

Comprava roupas apenas porque estavam baratas nas lojas, mas às vezes elas nem combinavam muito comigo. Agora, compro apenas o que realmente vou usar.

Manoela Cyprianodona do grupo de desapego HIPSTRECHÓ, que já conta mais de 57 mil participantes

E mesmo que os preços estejam bacanas (e favoráveis!) nos grupos, a Manoela aproveita para dar umas dicas: “Sempre que compro uma peça, me faço algumas perguntas. ‘Será que eu tenho alguma roupa que combina? E será que isso faz realmente meu estilo?’ Porque senão, você acaba trocando uma peça parada por outra que também pode ficar parada.” 

Ou seja, além de desapegar, você ainda ganha conhecimento de moda! Queremos começar a usar os grupos tipo ontem!

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