Taylor Swift revela o que a fez abraçar a causa LGBTQ+ no álbum Lover

A cantora abriu o jogo sobre diversas polêmicas de sua vida na September Issue da Vogue

Taylor Swift está de volta e, se na era Reputation ela ficou longe de entrevistas, agora a cantora resolveu falar! Ela ilustra a capa da edição de setembro da revista americana Vogue, conhecida como uma das mais importantes da marca, e decidiu abrir o jogo sobre porque decidiu abraçar a comunidade LGBTQ+, como encarou a treta com Kim Kardashian e Kanye West e o que pensa do sexismo no mundo da música.

Tay explicou, por exemplo, que foi uma conversa que teve com o amigo Todrick Hall que a fez perceber que ela podia (e deveria) se manifestar mais sobre a luta pelos direitos LGBTQ+. Tudo aconteceu porque o cantor perguntou a ela o que ela faria se tivesse um filho gay.

“O fato de que ele teve que me perguntar isso me chocou e me fez perceber que eu não tinha deixado a minha posição clara ou alta o suficiente. ‘Se meu filho fosse gay, ele seria gay’. Não entendi a pergunta. Se ele estava pensando nisso, eu não posso imaginar o que meus fãs da comunidade LGBT podiam estar pensando”, disse. Por isso, optou por fazer o clipe de You Need To Calm Down cheio de referências ao movimento e bandeiras de arco-íris.

“Direitos estão sendo tirados de basicamente todo mundo que não é um homem branco, hétero e cisgênero. Eu não tinha percebido até recentemente que podia defender uma comunidade da qual não faço parte. É difícil saber como fazer isso sem ficar com medo de cometer um erro”, completou ela.

A TRETA COM KIM KARDASHIAN E KANYE WEST

Entre outras polêmicas abordadas na entrevista, estava a briga da cantora contra o casal West. A treta tem diversos capítulos, mas o principal deles foi o fato de que Kanye West escreveu a música Famous, na qual dizia que tinha feito “aquela vadia famosa” se referindo à cantora. Além da letra misógina, o rapper ainda colocou uma atriz muito parecida com Taylor nua no clipe da canção. Após a loirinha criticar a atitude do pai de North West, Kim Kardashian publicou o vídeo de uma suposta ligação do marido com Taylor em que ela “dava sua aprovação” para a música, fato negado por Tay e seus representantes.

Na época, os amantes da cultura pop ficaram divididos entre Taylor e o casal, e aqueles que criticaram a cantora iniciaram uma campanha no Twitter para “cancela-la”, com as hashtags #TaylorSwiftIsASnake e #TaylorSwiftIsCancelled. Hoje, a loira comenta que essa foi uma das piores fases de sua vida.

taylor-swift-reputation Capa do sexto álbum da Taylor, Reputation

Capa do sexto álbum da Taylor, Reputation (Twitter/Reprodução)

“Foi uma vergonha pública gigante. Milhões de pessoas disseram que eu estava ‘cancelada’, foi uma experiência de isolamento. Não acho que existem tantas pessoas que conseguem entender como é ter milhões de pessoas te odiando tão diretamente. Quando você diz que alguém está cancelado, não se trata de uma série de TV, é um ser humano. Você está mandando aquela pessoa calar a boca, desaparecer, o até mesmo se matar”, desabafou à Vogue.

Foi daí, inclusive, que vieram algumas ideias para o álbum reputation. “Percebi que precisava reestruturar a minha vida, parecia que ela havia saído completamente do controle. Sabia imediatamente que precisava fazer música sobre isso porque eu sabia que era o único jeito de sobreviver”, afirmou.

SEXISMO NA MÚSICA

Quem tem acompanhado a cantora nas redes sociais percebe que ela ficou muito mais politizada nos últimos anos. À Vogue, ela revelou também que foi aos poucos que percebeu como a indústria da música é sexista.

“Quando eu era adolescente, ouvia as pessoas falando sobre sexismo na indústria musical e ficava, tipo, ‘eu não vejo isso. Eu não entendo’, mas depois percebi que era porque os homens na indústria me viam como criança. (…) No segundo que me tornei uma mulher na percepção das pessoas, comecei a notar isso”, contou.

Grande parte das críticas sobre Taylor vieram, principalmente, pelo fato de ela escrever músicas sobre seus ex-namorados. “Eu queria dizer para as pessoas: ‘Vocês percebem que compor músicas é um trabalho e uma arte, e não uma coisa fácil de se fazer?’ As pessoas agiam como se fosse uma arma que eu estava usando. ‘Fique atento, cara, porque ela vai escrever uma música sobre você’. Primeiro, não é assim que funciona. Segundo, me diga um momento em que disseram isso sobre um artista masculino: ‘Tome cuidado, menina, ele vai usar essa experiência com você como inspiração para fazer arte'”, questionou. Certíssima, né?

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