NOVAS CAMADAS DE GIGI GRIGIO

Atriz de 28 anos se prepara para um ano intenso com personagens que a deixaram mais corajosa e destacam sua própria autenticidade.

por Anny Caroline Guerrera Atualizado em 26 fev 2026, 12h16 - Publicado em 26 fev 2026 12h07
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ntre uma intensa agenda de filmagens e compromissos profissionais, Giovanna Grigio chegou ao set de capa da edição de fevereiro da CAPRICHO cheia de energia. Natural de Mauá, São Paulo, a atriz de 28 anos se prepara para um ano importante em sua carreira e já demonstrou estar pronta para enfrentar desafios cada vez maiores, principalmente quando tem a oportunidade de encontrar novas camadas de si mesma em personagens. “Quando comecei a ter contato com a Valentina, era difícil conseguir acessar essa impulsividade dela porque eu não sou assim. Penso mil vezes antes de fazer as coisas”, refletiu Giovanna sobre sua personagem em Os 12 Signos de Valentina, série da Netflix baseada no livro homônimo de Ray Tavares.

Para a atriz, foi interessante aprender a ativar essa característica, principalmente por se tratar de um papel que a própria autora desejou que fosse vivido por ela. Grigio ainda ressaltou que o projeto quase aconteceu há alguns anos e, na ocasião, também foi selecionada para interpretar a protagonista. “Parece que foi escrito nas estrelas”, afirmou entre risos.

Eu gosto de ser desafiada mesmo, de sair da zona de conforto, de fazer algo diferente

Na prática, o processo de transitar entre a intensidade e a emoção que o roteiro pede foi gratificante na perspectiva de Giovanna. “Às vezes, é uma cena que pede uma carga dramática, mas é uma cena de comédia. Então, você tem que fazer piada com aquela verdade”, explicou ela, que está deixando alguns instintos de lado para entrar totalmente na atmosfera da história.

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“Em cena, eu sou muito mais controladora, sabe? E, na comédia, muita coisa nasce da espontaneidade”, compartilhou Gigi, que se descreve como uma pessoa mais perfeccionista e que está aprendendo muito com o projeto. “A Valentina é aquela pessoa que vai dar tudo errado e ela vai em frente sempre. Estou aprendendo muito com ela nesse sentido.”

Com um time de direção composto por mulheres, o elenco todo está conectado para contar a história, já amada por milhares de leitores, da melhor maneira possível.  “É sempre maravilhoso ter uma equipe tão feminina. Uma visão tão feminina da história. Chega até a soar meio clichê dizer que viramos uma família, mas é realmente um grupo que se deu muito bem”, contou.

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Tiago Zani/CAPRICHO
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ENCONTRADA: a volta para a desobediência de Sofia

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m paralelo aos impulsos de Valentina, a atriz também teve que aprender a lidar com a apatia de Mia, do filme Trago Seu Amor. Na comédia romântica fantástica, ela se deparou com um território diferente em que teve a chance de explorar características diferentes das que estava acostumada em um desafio muito bem-vindo. “Ela é uma personagem entediada, sabe? Que consegue tudo que quer, na hora que ela quer. As coisas não a emocionam mais. Pela minha personalidade, sendo uma pessoa solta, sorridente, é natural que as minhas personagens puxem isso de mim. Para não fazer isso com a Mia foi difícil. Mas fazia parte da construção da personagem. Ela tem essa índole duvidosa mesmo. E eu gosto quando isso acontece, porque eu não gosto quando é fácil”, comentou Giovanna.

Mudando de cenário, entramos no século XXI com Sofia. Em Encontrada, sequência inspirada no livro de Carina Rissi, a personagem retorna preparada para encarar um mundo bem diferente, mas com muitos reflexos de questões que ainda enfrentamos atualmente. “Estamos falando de uma sociedade que é altamente conservadora e machista. Ela vai ter que lidar com isso. A Sofia é uma mulher moderna, ela é o ponto de vista do público na história. Ela é o ponto de vista contemporâneo”, compartilhou Gigi, que também pontuou que o filme foi muito especial e está com visuais descritos como “belíssimos”.

Ela não tem questão em ser quem ela é. Ela não tem questão em incomodar, em questionar. A presença dela remexe a história, mexe a vida de todo mundo, faz todo mundo pensar sobre quem somos e o nosso papel aqui

Para voltar ao universo de Perdida, a caracterização foi uma ferramenta de narrativa que a ajudou a se sentir como a personagem novamente. “Os figurinos ficaram prontos, fiz o meu cabelo e aí que comecei a ver essa Sofia”, contou Gigi sobre como as roupas foram essenciais para marcar o diálogo entre o passado e o contemporâneo. Por outro lado, a atriz também vê diferentes estilos como forma de comunicação e expressão pessoal.

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“Adapto o que eu visto ao que estou sentindo naquele momento e, às vezes, acontece o contrário: o que escolho vestir acaba influenciando a energia da experiência para onde estou indo”, refletiu. “Sou a pessoa que se sente poderosa com um corpete, algo que valorize as curvas e, no dia seguinte, posso querer exatamente o oposto: algo extremamente confortável, oversized, mas ainda assim estiloso, para eu poder sentar de pernas cruzadas, se quiser, e viver o dia sem pensar duas vezes”, completou Giovanna.

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Tiago Zani/CAPRICHO

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