Will se assume em Stranger Things 5 e cena divide opiniões e emociona fãs
No Volume 2 da temporada final, revelação acontece em meio à ameaça de Vecna e vira um dos momentos mais comentados da série.
tranger Things encerra o Volume 2 de sua quinta e última temporada com uma cena que já entrou para a história da série. No sétimo episódio, Will Byers (Noah Schnapp) finalmente se assume gay diante de amigos e familiares, em uma sequência intensa, desconfortável e carregada de significado para o personagem.
A revelação acontece durante uma reunião que lembra quase uma sessão de intervenção. O grupo se prepara para mais uma missão contra Vecna (Jamie Campbell Bower) quando Will decide falar algo que guardou em silêncio por anos. O motivo não é apenas emocional: o personagem deixa claro que teme que o vilão use sua sexualidade como arma, explorando exatamente o medo e a vergonha que sempre o acompanharam.
Ao longo do monólogo, Will fala sobre se sentir “diferente”, sobre tentar ser como os outros e sobre o pavor de ser visto de outra forma pelas pessoas que ama. Ele também menciona ter tido um crush — algo que, para quem acompanha a série desde o início, deixa implícito o sentimento não correspondido por Mike (Finn Wolfhard).
O detalhe, dito em voz alta e diante de todos (inclusive de desconhecidos), é apontado por parte do público como um dos momentos mais constrangedores da cena. Isso sem falar do “or me” no maio estilo “Eu sou Sparta” que para muitos soou clichê.
Outro ponto que incomodou parte do público foi a forma como a sexualidade de Will é verbalizada — ou evitada. Em nenhum momento o personagem fala “gay”, optando por dizer apenas que “não gosta de garotas”. Para alguns fãs, essa escolha reforça um apagamento que Stranger Things já vem sendo acusado de repetir, especialmente quando comparado ao arco de Robin, que raramente tem sua relação mostrada de forma explícita na tela.
A ausência de termos diretos e de demonstrações claras de afeto entre personagens LGBTQIAP+ foi vista por parte do público como uma tentativa de suavizar a representação, mesmo em um momento que deveria ser definitivo para Will.
Full clip of Will Byers’ monologue from #StrangerThings5 Volume 2. pic.twitter.com/H7swq1bpNs
— Stranger Things Spoilers (@SThingsSpoilers) December 26, 2025
Nas redes sociais, as opiniões ficaram bem misturadas. Muitos fãs se emocionaram, relataram choro e destacaram a coragem de Will ao se assumir em um contexto tão hostil. Outros apontaram o tom da cena como excessivamente expositivo e até brega, especialmente por acontecer diante de tantas pessoas e sob pressão.
o discurso do will pqp foi pra fazer qualquer lgbt chorar até inundar a casapic.twitter.com/kMQUIcRTcn
— thethe 𖤐 no labels (@louvsoobin) December 26, 2025
poderia ter dormido sem esse monologo do will pic.twitter.com/O7goP0xsN6
— 🐭 (@https_juuj) December 26, 2025
Ainda assim, mesmo quem criticou a execução reconhece o peso narrativo do momento. Will não escolhe se assumir em um ambiente seguro e planejado — ele faz isso porque sente que não pode dar a Vecna mais uma vantagem. A decisão é apresentada como uma estratégia de sobrevivência emocional: ao tirar o segredo das sombras, ele tenta impedir que o vilão o use contra ele.
Stranger Things, inclusive, reforça visualmente o desconforto do personagem. Will hesita, se interrompe, demonstra nervosismo e medo enquanto fala. A cena deixa claro que aquele não é um momento ideal ou sonhado, mas sim um passo difícil, tomado em circunstâncias extremas (e que também acontece na vida real).
odeio hetero, uma pessoa queer nunca escreveria uma pessoa gay se assumindo da maneira que o will fez, foi sem noção me deu uns trocentos sentimentos de angustia diferentes
— lírio ౨ৎ byler endgame (@burkhartie) December 26, 2025
Ver o Will se assumir em Stranger Things dói e cura. Não se trata de romance, mas de medo, silêncio e o pavor de não ser aceito, exatamente do que Vecna se alimenta. A série foi GIGANTE ao tratar da representatividade, surreal de foda. Muita gente foi e é o Will.
OBRIGADA. pic.twitter.com/1EcP7sqC9U
— 𝕷𝖆𝖗𝖎 (@GreenHilll_) December 26, 2025
Outro ponto levantado por parte do público é o contexto histórico da série. Stranger Things se passa nos anos 80, período em que se assumir era, para muitos, sinônimo de isolamento, violência e rejeição. O medo de Will não surge do nada, ele reflete uma realidade muito mais dura do que a atual para pessoas LGBTQIAP+.
Dentro da narrativa, isso também se conecta diretamente ao poder de Vecna, que se alimenta de traumas, culpas e dores não resolvidas. O medo de não ser aceito é apresentado como a maior vulnerabilidade de Will — e, ao mesmo tempo, como algo que ele precisa enfrentar para seguir lutando.
Ainda assim, parte do público questionou a verossimilhança de um adolescente de 16 anos se assumir em uma sala cheia de pessoas, incluindo figuras com quem não tem intimidade, em um contexto tão hostil quanto o dos anos 80. Para esses fãs, o momento soou forçado e pouco condizente com a realidade da época.
Independentemente das críticas ou elogios, a cena representa um marco definitivo na trajetória do personagem. Desde a primeira temporada, Stranger Things construiu a sexualidade de Will de forma sutil, com pistas, silêncios e diálogos carregados de subtexto. No Volume 2 da temporada final, essa história finalmente é dita em voz alta.
Mais do que um momento romântico, a revelação fala sobre medo, identidade e sobrevivência. Ao se assumir, Will não resolve todos os seus conflitos, mas dá um passo essencial para não enfrentar tudo sozinho — exatamente o que Vecna tenta impor às suas vítimas.
Os Volumes 1 e 2 da 5ª temporada já estão disponíveis na Netflix, e o episódio final chega no dia 31 de dezembro.
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