O que a Joan de Mad Men e a Robin de How I Met Your Mother têm em comum?

Por Da Redação 11 set 2012, 22h37

Quem nunca comparou o drama do lado de cá com o da TV, né? Às vezes, acontece comigo. Nesse feriado, aproveitei para colocar em dia a 5ª temporada de Mad Men, que acabou em junho. Oi, atrasada.  E uma coisa me incomodou muito — a trajetória da Joan (a linda-e-ruiva Christina Hendricks). Pra quem não assiste, situada rápida: ela é quem administra o escritório da agência de publicidade da série. No meio de tantos homens, ela é responsável por colocar a bagunça em dia.

[SPOILERS: tô entregando o que acontece]

Mas Joan é diferente das mulheres a sua volta. Não é mãe de família, como se esperava nos anos 60. E também não é radical como Peggy, que deu um filho pra adoção e foi abraçando a carreira com tudo! Parece a gostosona fácil (sempre rolam umas histórias que mostram pra gente que é bem isso que todo mundo pensa dela), mas não é. Joan é a personagem com mais nuances, mais real. Isso porque ela não quer casar por casar, ela quer um casamento feliz. Mas não deixa de fazer sexo por isso – teve um caso longo com Roger, um dos sócios da firma. É ela também quem encoraja Peggy a tomar pílula no episódio piloto.

Apesar de curtir a vida adoidado quem nunca? e de ter ficado noiva de um cara que a agrediu e a fez largar o emprego, Joan ajeita a saia e olha pra frente. É assim que ela toca a agência com muita habilidade. Ela merece crescer na profissão, mas isso não vem para ela sem custo. Para se tornar sócia, é obrigada pelos outros sócios a dormir com um cliente.

Troféu drama queen

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Joan me lembrou a Robin (Cobie Smulders) de How I Met Your Mother. Desde o começo, mostram alguém que faria tudo pelo trabalho e nada romântica. Ela não quer um relacionamento sério. Pula de uma ficada para outra, um namorado para o outro e sai mais ou menos ilesa de tudo. Já no episódio final da 5ª temporada (no fim do mês estreia a 8ª), recebe uma proposta de trabalho em outra cidade. O tal emprego é em uma empresa grande, que traria o reconhecimento como jornalista que ela tanto quer. Talvez mais madura,  se sente pronta para se abrir no amor pela primeira vez e escolhe ficar com o namorado em vez de largar tudo pela profissão. Mas quando diz não, o mesmo convite é feito pro namorado. Ele aceita. Claro que ela se sente foreveralone traída pela vida, azarada e diferente de todo mundo.

[Cabô o SPOILER]

#foreveralone

Tudo bem que uma delas seja uma personagem 60’s. Mas, elas tem uma coisa em comum. Algo que eu ainda ouço das amigas sempre e acho que existe por aí: muita garota acaba se sentindo na obrigação de ter um ou outro, ser uma coisa ou outra. Ou crescer no trabalho ou ter um namorado, amigos, etc. Não acho que isso seja um problema pros caras, muitos deles acreditam que é uma consequência da vida ter os dois. Mas por que não nós, meninas? Por que achamos que não damos conta?

Com a Joan, é ainda pior. A troca é entre ser quem ela é ou aquilo que os outros pensam, mas ganhando mais. Nessas horas, lembro de uma cena de Uma Linda Mulher (ai, que cafona que eu sou!) em que a Julia Roberts diz que as pessoas começam a colocar a gente pra baixo e a gente acredita, porque as coisas ruins são mais fáceis de acreditar. Então vamos botando um pouco de otimismo na vida e dando risada dos nossos tropeços. É super corajoso e faz bem pra todo mundo.

Beijo, meninas!

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