O Céu Está Em Todo Lugar: elenco comenta relação com a música no filme

A adaptação do livro chegou na Apple TV+ nesta sexta-feira (11/2) e a CH conversou com os atores e a diretora da produção

Por Anny Caroline Atualizado em 11 fev 2022, 17h07 - Publicado em 11 fev 2022, 16h39

Os fãs de adaptações vão se emocionar muito com O Céu Está Em Todo Lugar, filme baseado no livro de Jandy Nelson. A produção da A24 chegou na Apple TV+ nesta sexta-feira (11/2) com direção de Josephine Decker, trazendo elementos do realismo mágico, muita música e reflexões sobre luto. Além disso, o longa chama atenção por equilibrar momentos de tristeza e aprendizados com um toque de alívio cômico.

Escrito pela própria autora do livro, o roteiro conta a história de Lennie, uma adolescente de 17 anos, considerada um prodígio musical, que se vê perdida e consumida pela dor após a morte de sua irmã mais velha. Para saber mais sobre a produção, a CAPRICHO conversou com a diretora e com o elenco principal formado por Grace Kaufman, Jacques Colimon e Pico Alexander.

Kaufman vive a protagonista da história e compartilhou um pouco da experiência de preparação para interpretar uma personagem com tantas camadas e que está passando por um momento de muito sofrimento: “Meio que apenas me entreguei para a energia caótica de tudo. Acho que me permiti deixar para trás qualquer coisa que estivesse na minha mente para cair em queda livre nas diferentes coisas que estavam constantemente sendo sentidas pela Lennie“, explicou a atriz, que tinha completado 18 anos na época das gravações e usou esse período para explorar suas próprias emoções.

“Toquei em muito do que senti sobre ser uma adolescente e como isso se parece uma montanha-russa, porque tem tanta coisa acontecendo que às vezes fica difícil caminhar por esse mundo em que vivemos. Principalmente por conta da pandemia. Eu meio que apliquei tudo isso, mas foi muito libertador poder ser tão livre com minhas emoções”, revelou Grace em conversa com a CH.

Toby, personagem de Pico, também está passando por um momento bem difícil e confuso de luto, sendo ex-namorado de Bailey, a irmã de Lennie que faleceu, e o ator comentou suas cenas: “Foi um pouco desafiador, mas foi divertido também. A intensidade dele é algo que me deixava empolgado”, compartilhou.

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Já o Joe, o personagem de Jacques, aparece para Lennie quase como um raio de sol. Apaixonado por música e cheio de carisma, o adolescente tem um grande papel no desenvolvimento da protagonista, comunicando seus sentimentos de uma forma diferente: “Eu amo o talento dele [Joe] com a música porque vem do coração. A música dele é uma extensão da sua verdade. É a forma como ele, constantemente, reinventa a linguagem para amar outra pessoa”, disse Colimon sobre interpretá-lo. “Acho que isso é algo que eu faço o tempo todo como músico. Eu sei como é escrever uma música para alguém que eu amo”, contou.

Lennie e Joe de frente um para o outro em cena do filme The Sky Is Everywhere; eles estão se olhando e sorrindo
Lennie e Joe em cena do filme The Sky Is Everywhere AppleTV+/Divulgação

O relacionamento de Lennie e Joe também leva em consideração a conexão com a música apresentada na trama. Jacques, inclusive, destacou que durante a produção, ele e Grace aprenderam a tocar clarinete e praticavam juntos, já que essa foi uma das maneiras que seu personagem encontrou para se aproximar da protagonista: “Joe tem essa capacidade de atingir as pessoas com o ritmo“, afirmou o ator.

Josephine Decker aproveitou esse lado musical para explorar a montagem das cenas com elementos externos: “Tem uma cena de dança com rosas, que originalmente iam ser rosas florescendo, mas pensei: ‘E se for um número de dança, de alguma forma? E se as rosas forem dançarinos?’ Sempre gostei de colocar dança no filme“, compartilhou a diretora sobre uma sequência envolvendo muitas flores e novos sentimentos dos personagens.

E por falar em recursos utilizados para incluir realismo mágico da narrativa, Decker mencionou que é interessante conseguir enxergar o que está acontecendo com a pessoa além do que está em sua mente: “Nos divertimos muito os transformando isso [realismo mágico] em efeitos na prática. Sinto que é muito legal quando um personagem pode passar por algo fisicamente e sentir em seu próprio corpo”, explicou.

Josephine ainda revelou que o desafio de encontrar um equilíbrio para o luto e a alegria do filme foi parte do que a atraiu para o projeto: “Eu gosto de ter algo tão profundo como tema central, mas também ter a comédia e a alegria. Levou bastante tempo para balancear isso durante a edição, para trazer a comédia para e deixar isso leve, mas também passar pela perda e luto da Lennie e se ver envolvido na história de como ela vai superar tudo isso.”

O Céu Está Em Todo Lugar já está disponível na Apple TV+.

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