Luisa Arraes será destaque em Babilônia e diz que “não está preparada” para o assédio

Atriz de 21 anos será a personagem Laís, par romântico de Chay Suede

Por Bruno Dias Entrevista: Márcio Gomes Fotos: Divulgação/ Globo Atualizado em 17 ago 2016, 15h48 - Publicado em 14 mar 2015, 10h20

Aos 21 anos, Luisa Arraes se prepara para ter sua vida mudada a partir desta segunda-feira (16/3), quando estreia na Globo a nova novela das 9h, Babilônia . Ela vai interpretar a romântica Laís, que irá se apaixonar por Rafael, personagem de Chay Suede .

Luisa é filha do cineasta Guel Arraes e, antes de ser escalada para a trama de Gilberto Braga, Ricardo Linhares e João Ximenes Braga, tinha feito o papel de Bárbara, nas três temporadas do seriado Louco Por Elas .

“Laís é uma menina de família do interior, de Jatobá, e no primeiro episódio já está no Rio. A família dela é conservadora, religiosa, que acabou de se mudar para a cidade grande, um lugar onde ela não conhece ninguém”, explica Luisa em entrevista à CAPRICHO . “A família dela é superprotetora e a primeira pessoa que a Laís conhece é o Rafael, justamente quando sofre um acidente na rua. De cara os dois se apaixonam. O problema é o choque por conta da diferença entre as famílias. Ele é filho de duas mulheres, um casal de lésbicas, e ela de uma família muito conservadora. Eles vão viver um romance do tipo Romeu e Julieta.”

A atriz foi convidada para fazer o teste para Babilônia e acabou dando tudo certo (“só em fazer o teste eu já estava feliz”). Apesar de ter conseguido o papel de destaque no horário mais nobre da TV brasileira, Luisa conta que seus pais nunca imaginaram que ela seguiria a carreira.

“Eles não me deram nenhum conselho. Nunca acharam que eu seria atriz. Meu pai fala: ‘como ela foi virar atriz?’. Já minha mãe queria que eu fizesse economia”, revela. “Porém, não foi aquela coisa tipo: ‘virei atriz’. Não! Eu estudei e sempre gostei da profissão.”

Durante a festa de lançamento de Babilônia, no hotel Copacabana Palace, no Rio de Janeiro, Luisa Arraes falou à CH um pouco mais sobre sua personagem e carreira:

CAPRICHO: Como tem sido contracenar com Chay Suede?

Luisa Arraes: Ótimo! Ele é muito bacana, um cara 100%. A gente bate o texto antes de entrar em cena, conversamos sobre os personagens, é uma delícia. É muito legal, estamos gostando de fazer as cenas, ensaiamos e nos envolvemos com os personagens.

Continua após a publicidade

Atrapalha ou ajuda ser filha de pai famoso?

Dor e delícia, né? Têm os dois lados (risos). Mas tento me proteger um pouco disso para não sofrer preconceito por ser filha do Guel. E meu pai nem é tão conhecido assim na TV. Ele não é uma celebridade, é mais voltado para o cinema e escreve também. Mas a gente conversa muito sobre artes e tudo mais.

Chegou a pensar em seguir outra carreira?

Eu acho que sim. Mas hoje, além de atuar, eu faço Faculdade de Letras (literatura), na PUC, no Rio. E não vai ser fácil conciliar os estudos com a novela. Tanto que estou fazendo apenas duas matérias. Sempre fui uma menina estudiosa.

Quando Babilônia estrear, você vai ter uma exposição muito maior. Está preparada para o assédio, para ser notada, observada por anda?

Sinceramente, não estou preparada. Eu gosto de andar de ônibus, vou para faculdade de bicicleta. Tem noção? Ultimamente tenho andado do Leblon até o Largo do Machado (bairros da Zona Sul do Rio de Janeiro). Não sei como vai ser daqui para frente. Estou apavorada com isso. Eu ainda não sinto pressão por estar em uma novela do horário nobre. Pode ser que aconteça mais pra frente.

Qual será o maior desafio enfrentado com a personagem Laís?

O de acreditar nos princípios de uma religiosidade. Isso é muito forte nela e é algo que eu não tenho nenhuma base, não tive uma educação religiosa. Ela acredita em coisas que eu não acredito, foi educada numa família conservadora, algo muito contrário da minha. Além disso, ela não gosta da casa de rico que a família foi morar, a Laís preferia a vida simples do interior, não gosta de glamour. Eu sou assim, não vejo graça nesse tal glamour. Estou apaixonando pelo trabalho do Dennis (Carvalho, diretor), pelo elenco com quem eu contraceno.

Continua após a publicidade
Publicidade