Gabz sobre superar relacionamento abusivo: “podemos ser felizes sozinhas”

Em entrevista à CH, a atriz falou sobre o futuro de sua personagem em Malhação e abriu o jogo sobre como se livrou de um relacionamento tóxico

Por Gabriela Zocchi - Atualizado em 18 jun 2019, 18h58 - Publicado em 18 jun 2019, 18h49

Além de arrasar nos palcos, Gabz vem brilhando no papel de Jaqueline em Malhação – Toda Forma de Amar. Recentemente, a personagem, que antes era rejeitada pelo pai (Tato Gabus Mendes), finalmente encontrou sua meia-irmã, Milena (Giovanna Rispoli), que é surda.

“Ela vai balançar ainda mais as coisas e trazer uma nova perspectiva para a Jaque. A Milena vai ajudá-la a abrir mais os olhos para outras questões”, contou a atriz e cantora à CAPRICHO. Gabz disse também que está adorando poder mostrar esses personagens tentando reconstruir uma relação bastante conturbada na TV. “Esse é um momento de muito aprendizado, tanto para a Jaque quanto para o pai dela, e também rola uma aproximação maior com a mãe depois de tudo isso”, afirmou.

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É AMOR?

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Além do relacionamento com o pai e a mais nova irmã, a gente vem acompanhando também a relação de Jaque com alguns boys em sua vida. Ela terminou com Daniel (Hugo Moura) depois de ele acusá-la de ~preconceito contrário~, e todo mundo achou que ia rolar algo com Thiago (Danilo Maia), mas por enquanto nada… “A gente ainda não sabe no que vai dar. O que eu gosto da Jaque é que ela é livre, faz o que quer. Ela não se prende. É emocionalmente desapegada, fica com quem quer ficar… Isso é ótimo”, disse Gabz. É liberdade que chama, né? Rs.

SUPERANDO O PASSADO

Há algumas semanas, Gabz resolveu se abrir no Instagram sobre como o amor nem sempre tem um final feliz como o das comédias românticas. “A primeira vez em que me apaixonei estive em um relacionamento daqueles que a gente já sabe: desde o ‘não posso te assumir publicamente’ até as traições, jogos de poder e etc. (…) Quando terminei, lembro da minha vó entrando no quarto e me vendo chorar. Ela chorou junto comigo e falou: ‘não queria que você também sofresse assim'”, escreveu a atriz.

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Essas cenas de Vânia e Jaqueline sempre mexem comigo mas essa em especial, sempre imaginei como vou falar com minha futura filha sobre afeto, o quanto esse assunto é complicado, como ele flerta com nossas dores, nossa construção de auto-estima. A primeira vez que me apaixonei eu estive em um relacionamento daqueles que a gente já sabe: desde o não posso te assumir publicamente até as traições, jogos de poder e etc, mas não quero falar sobre isso, quando terminei lembro da minha vó entrando no quarto e me vendo chorar e ela chorou junto comigo e falou “não queria que você também sofresse assim” isso me marcou pra sempre, me machucou saber que vivemos isso e não é de hoje mas me confortou saber que ela sabe o que eu sinto, que ela tava ali. Eu converso muito com minhas amigas sobre isso, como é comum que nossas mães e avós não tenham sido assumidas (odeio essa palavra, não sou crime pra ser assumida tenho é que ser exaltada), sido abandonadas muitas vezes grávidas, e eu li em um artigo que muitas mulheres que foram abandonadas queriam ter o filho mesmo sem condições financeiras pq queriam se sentir amadas. Louco isso né? O romance nos vem muitas vezes como trauma desde pequenas tudo é diferente e geralmente aquelas histórias comuns do namoradinho não acontecem tão facilmente, afinal nós somos “fortes” é isso que esperam da gente, estamos muito acostumadas a perdoar e tentar compreender o porquê do outro mas e os nossos pq’s? Só a gente se entende é só a gente pode construir isso de outra maneira, não somos reféns, merecemos todas as histórias de amor, todos os mimos, sermos exaltadas e mimadas estamos juntas nessa pq sabemos onde dói e juntas descobrimos aonde cura.

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“Eu estive em um relacionamento abusivo quando era muito nova, mas acho que só percebi que era algo tóxico mesmo anos depois. Eu terminei com ele após sofrer muito, num momento em que não dava mais. E, com o tempo, conversando e lendo mais sobre isso, foi que percebi que era de fato um relacionamento abusivo”, revelou Gabz à CH. Ela ainda aproveitou para mandar um recado para quem sofre em uma relação: “o importante é sempre questionar. Se você não está mais feliz no relacionamento, se percebe que acaba sempre inventando desculpas para o que o boy faz, converse com suas amigas, veja o que elas têm a dizer. É muito importante buscar ajuda com outras mulheres que podem ter passado por algo parecido e te ajudar a abrir o olho”, dividiu ela.

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“E é sempre bom lembrar que a gente não precisa de um relacionamento para ser feliz. Nós podemos ser feliz sozinhas. A gente tem que ter outros focos na vida, outras metas que nos realizem. Um namoro tem que acontecer naturalmente e ser algo que vem apenas pra somar”, completou.

Certíssima, né?

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