Doja Cat reinventa seus hits e entrega show eletrizante em SP
A cantora entregou duas horas de show elétrico, com banda afiada, estética oitentista e rearranjos ousados
ão Paulo não foi dormir cedo nesta quinta-feira (5). Em plena noite de semana, Doja Cat provou por que é uma das artistas mais eletrizantes do pop atual ao desembarcar com a Ma Vie Tour, trazendo ao Brasil uma versão totalmente repaginada de seu universo musical — bem diferente de quando passou pelo Lollapalooza em 2022.
Logo de cara, ficou claro que esta não era apenas mais uma turnê de hits. A cantora veio defendendo Vie, seu álbum mais recente, e isso moldou todo o espetáculo: estética oitentista, clima mais sombrio, arranjos inéditos e uma Doja ainda mais performática, dona do palco e do próprio caos artístico.
Diferentemente de outras turnês pop grandiosas, ela apareceu sem dançarinos. No lugar deles, uma banda absurdamente potente, com metais afiados, backing vocals impecáveis e músicos que performaram junto com ela.
Doja se jogou sem medo: correu pelo palco, se contorceu no chão, andou de quatro, se enrolou no microfone e brincou com as câmeras. A presença de palco foi o que sustentou cada segundo das duas horas de apresentação. A única falta? Um pouco mais de conversa com o público.
Curiosamente, os grandes hits não foram o ápice da noite. Boss Bitch, por exemplo, acabou soando menos impactante do que se esperava. E Say So — hino que embalou a pandemia — veio com uma energia mais contida do que muitos fãs imaginavam para o encerramento.
Mas Doja se redimiu com maestria.
O verdadeiro ponto alto veio numa sequência visceral e surpreendente: Wet Vagina, WYM Freestyle, Demons, Tia Tamera e AAAHH MEN!. Com guitarras mais pesadas e roupagem bem rock, a pista virou quase um mosh, com gente batendo cabeça, cantando e vivendo um momento que ninguém esperava.
Outro mérito da noite foi jogar luz em músicas que muitas vezes passam despercebidas do novo álbum. Faixas como Take Me Dancing (feat. SZA), Act of Service, Silly! Fun!, Stranger e One More Time ganharam nova vida ao vivo.
E depois de Boss Bitch, vieram Stranger e One More Time, duas baladas lindíssimas que acalmaram o público antes do retorno de Say So e do grand finale com Jealous Type, que fechou a noite com clima de catarse coletiva.
Houve, sim, um pequeno problema técnico: quem estava na pista premium mais próxima do palco sentiu o grave um pouco mais estourado em alguns momentos. Nada que tirasse o brilho geral, mas algo perceptível para quem estava perto na grade.
No fim, Doja Cat mostrou exatamente por que virou um fenômeno global: não só pelos memes e pelo TikTok, mas pelo talento, carisma, ousadia e capacidade de reinventar o próprio som.
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