Cara Delevingne tinha tendências suicidas na adolescência: “Não queria mais existir”

Modelo e atriz abriu seu coração em entrevista à revista Squire, que também traz um ensaio lindo com ela

Por Equipe CAPRICHO Fotos: Reprodução/ Esquire Atualizado em 24 ago 2016, 11h57 - Publicado em 4 ago 2016, 17h20

Cara Delevingne está em todos os cinemas do mundo no papel da Magia, em Esquadrão Suicida. Modelo de sucesso e agora uma atriz emergente, Cara fez revelações fortes em entrevista à revista Esquire, contando que na adolescência tinha “tendências suicidas” e que não entendia muito bem o vício da mãe, Pandora Delevingne, em heroína.

“Ela ficava doente direto, vivia no hospital e teve vezes em que ela ficava longe por muito tempo e eu não sabia onde ela estava”, contou Cara. “Eu lembro da minha irmã, Poppy, falando algo como, ‘Mamãe usa heroína’. E eu ficava tipo, ‘Que merda é essa? Igual heróis e heroínas?’ Eu era uma criança pequena. Tipo, ‘não faço ideia do que você está falando’.”

Apesar de vir de uma família rica, que tinha tudo que queria, a adolescência de Cara Delevingne foi bastante complicada, reflexo dos problemas da mãe. Ela só passou a lidar melhor com a depressão quando completou 16 anos. “Quando criança, eu sentia que devia ser boa e forte, pois minha mãe não era. Então quando me tornei adolescente com todos aqueles hormônios, a pressão e querendo ir bem na escola – isso para os meus pais e não pra mim – eu tive um colapso mental”, afirmou. “Eu tinha tendências suicidas e eu percebia o quão sortuda e privilegiada eu era, mas tudo que eu queria era morrer. Eu me sentia tão culpada por conta disso, eu me odiava por isso, então se torna um ciclo. Eu não queria mais existir. Eu queria que cada molécula do meu corpo se desintegrasse. Eu queria morrer.”

Ainda na Esquire, que traz um ensaio fotográfico lindo com Cara, ela contou que não ama a carreira de modelo: “Pra mim isso sempre foi um trabalho. Nunca foi uma paixão. Era mais como um papel que eu interpretava”.

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