Cantoras britânicas arrasaram em 2025 e estão nos ouvidos do mundo todo
Entre estreias históricas, recordes, viradas de carreira e presença forte no Grammy, artistas do Reino Unido dominaram o nosso ano!
ano de 2025 foi decisivo para o pop britânico feminino. Sete artistas viveram fases transformadoras, que passaram por álbuns aguardados, consolidação internacional, reconhecimento da crítica e indicações importantes às maiores premiações da música.
Do mainstream ao indie, do dance ao neo-soul, essas cantoras ajudaram a moldar o som e a estética do ano e deixaram claro que o Reino Unido segue como uma das maiores potências criativas do pop mundial.
JADE e a nova era solo
Depois de anos como integrante do Little Mix, JADE (Jade Thirlwall) viveu, em 2025, o maior ano de estreia solo de uma artista britânica. Em setembro, ela lançou That’s Showbiz Baby!, álbum que chegou ao topo das conversas pop ao misturar teatralidade, vulnerabilidade e referências que atravessam décadas. A edição deluxe, The Encore, saiu em dezembro, ampliando o universo do projeto.
Os singles já conhecidos desde 2024 ajudaram a impulsionar o disco, que quebrou o recorde de maior semana de vendas para um álbum de estreia feminino no Reino Unido. No BRIT Awards 2025, JADE venceu na categoria de Melhor Artista Pop e teve uma das performances mais comentadas da noite.
Uma das minhas coisas favoritas como compositora é pegar conceitos muito vulneráveis e pessoais e transformá-los em algo grandioso, dramático, teatral.
JADE em entrevista à CAPRICHO
Em entrevista à CAPRICHO, a cantora definiu o projeto como um retrato honesto de sua fase atual. “Queria que os ouvintes sentissem que estavam acompanhando minha experimentação — o processo de encontrar meu som e descobrir quem eu sou sozinha”, afirmou. A identidade visual inspirada no teatro e no cinema virou marca registrada dessa nova era.
Olivia Dean atinge o topo e cruza fronteiras
Olivia Dean deixou de ser promessa para se tornar um dos nomes centrais do neo-soul britânico. Em setembro de 2025, ela lançou o segundo álbum da carreira, The Art of Loving, que estreou com força tanto no Reino Unido quanto nos Estados Unidos.
O single Man I Need virou um dos grandes hinos do verão europeu e levou Olivia a conquistar o chamado Chart Double: número 1 simultâneo nas paradas de singles e álbuns — feito que uma solista britânica não alcançava desde Adele, em 2021. O disco também entrou no Top 10 da Billboard 200, marcando sua consolidação no mercado norte-americano.
Esse crescimento se refletiu nas indicações ao Grammy 2026, onde Olivia apareceu entre os destaques britânicos, incluindo a categoria de Best New Artist, uma das mais disputadas da premiação.
PinkPantheress dita tendências da Geração Z
Misturando nostalgia Y2K com produção futurista, PinkPantheress manteve seu status de artista que antecipa tendências. Em maio de 2025, ela lançou o álbum Fancy That, impulsionado por faixas como Illegal e Tonight. Em outubro, o projeto ganhou uma versão remixada, Fancy Some More?, com colaborações de peso.
Illegal foi eleita Música do Ano pela NME, reforçando o impacto cultural da artista. Em paralelo, PinkPantheress recebeu indicações importantes ao Grammy, incluindo categorias ligadas à música pop dance e à engenharia de som, destacando o caráter inovador de sua produção.
RAYE amplia alcance e fortalece discurso autoral
Depois de dominar 2024, RAYE usou 2025 para expandir sua presença global e reforçar pautas ligadas aos direitos dos compositores. Enquanto rodava o mundo com a turnê de My 21st Century Blues, ela lançou singles independentes como Genesis e a viral Where Is My Husband!.
O reconhecimento veio de forma inédita: RAYE foi a primeira artista a receber uma honraria especial da Ivors Academy pela excelência em composição de maneira independente. No Grammy 2026, ela voltou a aparecer em categorias ligadas ao R&B e à composição, consolidando sua transição de fenômeno britânico para nome global.
Rachel Chinouriri é o rosto do indie pop britânico
Aos 26 anos, Rachel Chinouriri transformou 2025 no ano de sua afirmação artística. Após o impacto do álbum What A Devastating Turn of Events, ela seguiu promovendo o projeto com novos singles, lançou o EP Little House e se apresentou em palcos de destaque, incluindo o Glastonbury e, claro, no Brasil.
Indicada ao Mercury Prize 2025, Rachel também se tornou referência fora da música, com colaborações no universo da moda. Em entrevista à CAPRICHO, ela destacou a importância de ocupar espaços no indie como mulher negra. “Eu ser capaz de fazer as coisas da maneira como eu fiz dá espaço para outros músicos que talvez não tenham tentado seguir na música porque são negros e querem estar em espaços indie”, afirmou.
Rose Gray domina pistas e se aproxima do Brasil
Rose Gray consolidou sua imagem como um dos principais nomes do dance alternativo britânico. Em 2025, o álbum Louder, Please virou trilha constante de clubes europeus (e nas baladas brasileiras), com singles como Wet & Wild e Party People.
A artista também viveu um momento especial de conexão com o público brasileiro, com shows no país, colaborações — incluindo remixes com Duda Beat e Clementaum — e declarações apaixonadas. À CAPRICHO, Rose resumiu a experiência: “As pessoas aqui são muito intensas, muito cheias de alma. Para um artista, não existe nada melhor do que ver o público sentindo a música de verdade”.
Rochelle Jordan conquista a crítica
Com uma carreira sólida no R&B eletrônico, Rochelle Jordan viveu em 2025 um dos momentos mais elogiados de sua trajetória. O álbum Through the Wall apareceu em diversas listas de Melhores do Ano da imprensa especializada e reforçou sua identidade sonora, que transita entre R&B, UK garage, house e pop.
Em entrevista à CAPRICHO, Rochelle falou sobre a importância de desafiar rótulos. “Minha música vai para muitos lugares diferentes. Eu me classifico como pop por causa da acessibilidade e dos refrões grandes. Isso é pop”, declarou.
Lola Young vive ascensão meteórica e pausa inesperada
Lola Young teve um dos crescimentos mais rápidos da música britânica nos últimos tempos. Em setembro, a cantora lançou o álbum I’m Only F**king Myself, trabalho que ampliou seu alcance internacional e consolidou sua estética crua e confessional. Ao longo do ano, ela emplacou singles de forte repercussão, com destaque para One Thing, que chegou ao topo das paradas no Reino Unido e na Austrália, além de faixas como d£aler e NOT LIKE THAT ANYMORE.
O reconhecimento da indústria veio com as indicações ao Grammy 2026, onde Lola aparece em duas categorias: Best New Artist e Best Pop Solo Performance, pela icônica faixa Messy, hit de 2024.
Apesar do momento profissional em alta, o ano terminou com uma pausa abrupta. Em setembro, Lola desmaiou durante uma apresentação no festival All Things Go, enquanto cantava Conceited. Após o episódio, ela anunciou o cancelamento de todos os compromissos futuros, incluindo sua participação no Lollapalooza Brasil 2026, para focar na saúde física e mental.
Um ano que reposicionou o pop britânico
Entre recordes históricos, estreias aguardadas e consolidações internacionais, 2025 marcou um novo capítulo para as cantoras britânicas. Mais do que números e prêmios, o ano evidenciou diversidade sonora, discursos autorais fortes e uma conexão cada vez maior com públicos ao redor do mundo — incluindo o Brasil, que apareceu repetidamente como destino desejado por essas artistas.
Se 2025 foi o ano da afirmação, 2026 promete ser o da expansão definitiva dessas vozes que já estão moldando o futuro do pop global.
+Quer receber as principais notícias da CAPRICHO direto no celular? Faça parte do nosso canal no Whatsapp, clique aqui.
Maisa traz inspirações de looks de verão com bordado, renda e brilho
Eleven morreu no final de Stranger Things? Diretores explicam o desfecho
Resumo de ‘Três Graças’: Capítulo de segunda (05/01/2026)





