Tem como evitar a ‘doença do beijo’ durante o Carnaval?
Infectologistas esclarecem à CAPRICHO como os jovens podem se proteger dessa doença infecciosa, transmitida principalmente pela saliva
ara a alegria dos solteiros, o Carnaval é um momento muito favorável para paquerar e beijar na boa. Inclusive, já demos dicas aqui de formas legais de chegar em alguém no bloquinho. Mas uma preocupação surge em meio à pegação: e a tal “doença do beijo”? Será que existe uma forma de evitar de “pegar” durante a folia?
Contamos com a ajuda de Jessica Ramos, do Núcleo de Infectologia do Hospital Sírio-Libanês e da Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI), e de Camila Ahrens, médica infectologista do Hospital São Marcelino Champagnat, para esclarecer sobre as formas de prevenção da doença.
As especialistas explicam que mononucleose infecciosa, causada pelo vírus Epstein-Barr, conhecida popularmente como “doença do beijo”, se transmite principalmente pela saliva. Portanto, quanto mais saliva trocada em um mesmo dia, mais chances de você cruzar com alguma contaminada – justamente, por isso, o Carnaval é um período de atenção em relação à doença.
Você pode estar se perguntando se não existe vacina contra a mononucleose. A resposta, infelizmente, é não. Por isso, a principal forma de prevenção é evitar o contato direto com saliva de pessoas desconhecidas, especialmente se elas estiverem com sintomas como febre, dor de garganta intensa ou muito cansaço. “Mas vale lembrar que a mononucleose pode ser transmitida antes mesmo dos sintomas aparecerem”, alerta Camila.
Jessica acrescenta que, além desse cuidado comportamental, manter uma boa hidratação e sono de qualidade é um fator importante para cuidar da imunidade e prevenir contra qualquer infecção.
E a higiene bucal? Ela é uma forma de prevenção?
Higiene bucal é sempre importante, ok? Mas ela não impede a transmissão da mononucleose. “Escovar os dentes, usar fio dental, enxaguante, não elimina o vírus da saliva de alguém que está infectado”, explica Jessica. “Mesmo alguém com a boca aparentemente saudável pode carregar o vírus e transmiti-lo pela saliva”, completa Camila.
O perigo não está só no beijo!
Como o vírus sobrevive na saliva, qualquer objeto que tenha contato com essa secreção pode funcionar como via de transmissão da doença. Isso inclui copos, garrafas, cigarros eletrônicos ou tradicionais, viu? Então, faço o uso individual deles durante o Carnaval.
E, se durante a festa ou depois, surgir febre, dor de garganta forte ou um cansaço fora do habitual, procure um médico. “Carnaval é um momento de alegria, e informação também é uma forma de cuidado. Dá para aproveitar com segurança e voltar para casa só com boas memórias”, finaliza Camila.
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