Saúde mental é protagonista em segunda temporada de ‘Maxton Hall’
A narrativa de James Beaufort, interpretado por Damian Hardung, mostra a importância de buscar ajuda profissional e olhar para onde dói
terceira temporada de Maxton Hall, que estreou na última sexta-feira (7) com três episódios, coloca a saúde mental no centro da trama. Logo de início, os telespectadores encaram a complexidade do luto e todos sentimentos intensos dos quais ele é acompanhado, por meio de James Beaufort, que não sabe lidar com a morte repentina da mãe.
Mas a perda foi só o estopim para a crise que personagem interpretado por Damian Hardung se encontra na nova temporada. O jovem sempre teve uma relação conturbada com o pai (tóxico, diga-se de passagem). Expectativas impostas pela família, desde cedo, fizeram com que ele se fechasse e se sentisse sem autonomia para encontrar o próprio caminho, seja pessoal ou profissional.
Ao se apaixonar por Ruby Bell (Harriet Herbig-Matten), uma jovem bolsista de uma realidade completamente diferente da dele, James entra em um conflito interno sobre como viveu até então e o que ele deseja para seu próprio futuro. A garota o faz enxergar as coisas de uma nova e melhor forma, mas a perda da mãe e, por consequência a deterioração da sua saúde mental, faz com que ele não consiga ir atrás do seu caminho e busque a felicidade. É nesse momento que ele se afunda em uma espiral de sofrimento, e procura nas drogas um alívio.
Ele até tenta achar na namorada o sentido e a alegria, mas é aí que Ruby acerta em cheio ao negar o papel de salvadora dele, e apontar que James precisa de uma ajuda profissional para sair desse estado emocional difícil no qual se encontra. Já nos novos episódios (atenção, spoiler), ele entende a necessidade e busca terapia para olhar onde dói e aprender a lidar com todas emoções.
Como já destacamos aqui na CAPRICHO, é muito legal ver que séries tão queridas pelo público jovem, como Maxton Hall, estejam chamando atenção para saúde mental dos meninos com personagens mais vulneráveis e reais. Fora das telas, garotos são ensinados, desde pequenos, que ser homem é sinônimo de ter virilidade, força e vigor. É por conta desse ideal de masculinidade que seus sentimentos e emoções são negligenciados, e jovens enfrentam em silêncio. Que bom que a saúde mental ganhou o papel de protagonista dessa vez.
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