Saiba o que diz a “teoria dos 3 amores” e de onde ela surgiu

Revivida pelas redes sociais, a teoria foi criada por uma antropóloga e faz mais sentido do que você imagina...

Por Gabriela Junqueira - 20 jun 2020, 10h11
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CAPRICHO/Divulgação

A “teoria dos 3 amores” foi revivida recentemente pelas redes sociais. Ela foi originalmente escrita pela professora de antropologia e pesquisadora Helen Fisher, de 75 anos, que dedicou boa parte da vida a analisar os comportamentos humanos e entender questões complexas como “por que amamos?”.

Filme “Simplesmente Acontece”, de 2014, um clássico que, se você ainda não viu, precisa ver! Divulgação/Divulgação

O primeiro amor, chamado por Helen de “fase da luxúria”, é aquele que normalmente acontece na adolescência e toma a gente de maneira avassaladora. Sabe aquela paixão de filme que a gente acredita que vai durar para sempre? Que faz a gente chorar, sofrer, se esquecer de estudar e priorizar a história de amor? Pois é. Todo mundo já esteve lá… Ou vai estar.

O segundo amor é mais complexo e apelidado carinhosamente pela pesquisadora de “fase da paixão”. Ele faz a gente questionar quais tipo de relações queremos ter e ensina sobre o que é amar. Por ser uma relação de muito aprendizado, causa feridas diferentes do primeiro amor, que é doído por natureza, pois é quando sentimos muito pela primeira vez na vida. O segundo amor pode ser uma relação pautada em mentiras e não correspondida, na qual ficamos presas por acreditarmos erroneamente que podemos fazer algo para mudar o outro. Ele também pode levar muito mais tempo para ser superado.

O terceiro e último amor, intitulado por Helen como “fase do compromisso”, é aquele inesperado, que chega sem avisar e acontece naturalmente. A conexão é tão forte e recíproca, que o amor não tem roteiro e a relação apenas acontece. Quando você vai ver, já está fazendo planos que incluem a pessoa e firmando um compromisso maduro por causa de toda a bagagem anterior adquirida.

 

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“A luxúria é necessária para a paixão, mas mais tarde a paixão pode sobreviver sem a luxúria. A paixão é necessária para o compromisso, mas mais tarde o compromisso pode sobreviver sem a paixão”, explica a antropóloga. A “teoria dos 3 amores” ainda mostra que podemos ter várias paixonites ao longo da vida e até namorar e se comprometer com mais de três pessoas, mas apenas três delas são capazes de despertar esses três tipos de amores que somos capazes de experimentar.

 

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Vale ainda destacar que a teoria não prega necessariamente que o seu primeiro amor não possa ser o amor da sua vida, mas que talvez você precise viver outros dois tipos de amores para perceber que o primeiro amor era, na verdade, o último e você só teve uma experiência de paixão desenfreada mais tarde, invertendo a ordem.

No amor não há regras e esta é apenas uma das muitas teorias sobre ele. Mas até que faz bastante sentido, né? Com base no estudo da Helen Fisher, qual amor você está vivendo no momento?

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