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S.O.S Sexo: “De quais formas o anticoncepcional pode afetar a libido?”

A dúvida foi enviada pela leitora P.M., que quer saber se, ao tomar anticoncepcional, pode perder a vontade de transar, por exemplo

Por Gabriela Junqueira Atualizado em 22 Maio 2020, 18h05 - Publicado em 22 Maio 2020, 15h40
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CAPRICHO/Divulgação

O contraceptivo hormonal, um dos métodos anticoncepcionais mais populares do mundo, quando usado seguindo todas as recomendações, pode ter uma eficácia de 99,7%. Nos últimos anos, contudo, o debate sobre o uso do método cresceu bastante, assim como o número de mulheres que deixaram de usá-lo para recorrer a alternativas mais naturais. A leitora P.M. de 16 anos, ainda faz uso da pílula e tem a seguinte dúvida: “O anticoncepcional pode afetar a libido da mulher? De quais formas?”

pílula anticoncepcional
Carol Yepes/Getty Images

Quem esclarece a questão é a ginecologista Dra. Erica Mantelli:

“O questionamento que as mulheres mais fazem aos ginecologistas é sobre a perda de libido ao começar o tratamento com pílula anticoncepcional. Infelizmente, usuárias de anticoncepcional podem, sim, ter a libido diminuída, apesar de não ser uma regra para todas. O contraceptivo hormonal modifica os níveis de hormônios sexuais femininos, com queda da testosterona e aumento do SHBG (globulina ligadora de hormônios sexuais). Isso pode diminuir a testosterona livre e, como consequência, também interferir na libido. O uso de anticoncepcional também poder levar a diminuição da lubrificação vaginal e até mesmo a dificultar a chegada ao orgasmo. A diminuição da libido também pode estar relacionada com alterações da tireoide, uso de outros medicamentos (por exemplo, antidepressivos e ansiolíticos), aumento da resistência insulínica, déficit de vitaminas e minerais, etc. Converse com seu médico para identificar a causa. Existem opções seguras, como o DIU de cobre e DIU de prata, que não interferem nos hormônios e não alteram o desejo da mulher. Vale lembrar que, apesar de ser taxada como vilã, a pílula anticoncepcional é o método mais indicado para determinadas mulheres. Entretanto, nada de automedicação! Ela só deve ser tomada após a realização de exames e com prescrição médica.”

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