Plásticos descartáveis de vida curta podem ser proibidos em São Paulo

Depois da proibição ainda não oficializada dos canudos plásticos, prefeitura já propõe nova medida.

Por Isabella Otto - 28 Maio 2019, 12h56

Em abril, foi aprovado um texto na Câmera Municipal de São Paulo que bane a utilização de canudos de plásticos em bares e restaurantes, estimulando os estabelecimentos a utilizarem canudinhos biodegradáveis. A medida ainda não foi sancionada pelo prefeito Bruno Covas, que ainda não sabe como fará essa fiscalização. Agora, o desafio é ir além e também proibir na cidade os plásticos descartáveis de vida curta.

Boris SV/Getty Images

A iniciativa faz parte do acordo Compromisso Global para a Nova Economia do Plástico, promovido pela ONU (Organização das Nações Unidas). A ideia é que a quantidade de lixo plástico descartado diariamente diminua consideravelmente, já que, muitas vezes, utilizamos produtos feitos do material por convenção e praticidade, sendo que poderíamos optar por outra saída.

A questão com relação aos canudos é polêmica, pois, segundo muitos especialistas, os feitos de plástico ainda são a melhor opção para auxiliar pessoas com algum tipo de deficiência física, que precisam de canudinhos para sugar alimentos e bebidas. Eles também são mais baratos, se tornando mais atrativos para os estabelecimentos. As lojas do McDonald’s, por exemplo, já não oferecem mais canudos, apenas se o cliente solicita. Incrível, né? Mas não é difícil encontrar petições online pela volta deles…

 

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A intenção é boa demais! Até porque produzimos enormes quantidades diárias de lixo, principalmente plástico, que podem ser reduzidas se fizermos um esforcinho e investirmos em alternativas. Você precisa mesmo pegar um copo descartável? Não pode tomar direto no gargalo da garrafa? Já é um lixinho a menos que você produz. Esperamos também que não seja feito vista grossa, caso as medidas sejam oficialmente aprovadas pela prefeitura, já que, teoricamente, sacolinhas plásticas haviam sido banidas dos mercados, mas não vimos nenhuma movimentação, principalmente das grandes companhias – a não ser que elas decidiram vender os saquinhos para lucrar ainda mais, já que, visivelmente, essa taxa não foi um empecilho para os consumidores.

No fim, a principal mudança está mesmo em nós. Faça sua parte! Se der pra evitar produzir um lixinho, evite.

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