‘Planilha dos influenciadores’ nos mostra a importância do feedback
Saber receber críticas e elogios é uma habilidade fundamental para o nosso crescimento profissional

‘planilha dos influenciadores’ foi um dos assuntos mais comentados das últimas semanas, rodeado por polêmicas e posicionamentos. No documento anônimo divulgado nas redes sociais, profissionais que já trabalharam com nomes conhecidos da internet dão seus relatos e tecem críticas e elogios aos criadores de conteúdos.
A planilha, que circulou amplamente na internet, foi levada, no início, com o tom de fofoca e rendeu vários memes, mas também se tornou ponto de partida para reflexões pertinentes, entre elas, a de como avançar na profissionalização do setor de influenciadores digitais e a necessidade de de promover o diálogo entre cada elo que compõe a cadeia dessa indústria. Mas não só isso. A nossa galera que está entrando no mercado de trabalho agora pode tirar uma lição valiosa de toda essa polêmica: a importância do feedback.
Um dos nomes mais mencionados na planilha foi o de Malu Borges, que se popularizou com vídeos de moda. Muitos dos comentários afirmavam que tiveram “péssima experiência” ao trabalhar com ela. Em resposta, a influenciadora afirmou que “todo feedback é válido” e que considera importante receber essa resposta, mesmo que de forma anônima.
Mas o que isso tem a ver com a nossa galera, CH?
Uma pesquisa recente da Gallup mostrou que a nossa galera não se sente valorizada no trabalho, sente falta de oportunidades de aprendizado e de ter discussões com seus supervisores sobre seu progresso, além de sentirem que suas opiniões são importantes. Os jovens querem trabalhar em empresas que sejam transparentes e que os gestores comuniquem claramente e estabeleçam expectativas e metas claras.
É por isso que uma cultura de feedback é tão valorizada pela geração Z. Uma reportagem do The Washington Post, traduzida pelo Estadão, analisou como os jovens gostam de receber feedback. Para a Geração Z, críticas curtas e rápidas sem explicação podem induzir à ansiedade, assim como corrigir os erros sem uma conversa ou se concentrar apenas no que deu errado. A nossa galera defende que o feedback deve ser oportuno, colaborativo, empático e equilibrado.
E como receber um feedback?
Se você, jovem, está aguardando um feedback, sente falta disso, mas ainda não recebeu, você pode comunicar esse desejo e necessidade para o seu gestor. O feedback deve ser uma iniciativa de todos. E, quando acontecer essa conversa, você precisa estar aberto e atento.
O livro ‘Obrigado pelo Feedback’*, escrito por Douglas Stone e Sheila Heen, defende que saber receber feedback é tão importante quanto saber como dar feedback. Essa é uma habilidade fundamental para o seu crescimento profissional, viu?
Os especialistas explicam que receber bem o feedback não quer dizer que você tenha que sempre aceitá-lo, mas se envolver na conversa e fazer escolhas inteligentes sobre como usar as informações recebidas e refletir o que você pode aprender a partir delas. “Trata-se de administrar seus gatilhos emocionais de modo a poder assimilar o que a outra pessoa diz e estar aberto para enxergar de uma nova forma”, explicam.
E aí, dá seu feedback pra gente: o que você achou dessa discussão?
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