50% do público gamer já é de meninas, mas deve ter algo errado, né?

Porque apenas aceitar e respeitar parece não bastar.

Por Isabella Otto - Atualizado em 18 fev 2019, 12h57 - Publicado em 16 mar 2016, 14h30

Videogame é coisa de meninoZzzzZ… Que preguiça de pessoas que ainda pensam dessa forma, né? Não tem mais como defender m-e-s-m-o! De acordo com uma pesquisa realizada pela Game Brasil 2016, divulgada nesta quarta-feira, 16, 52,6% do público gamer do Brasil é formado por mulheresO levantamento ouviu 2.848 pessoas, de diferentes estados. 

O fato é que, na teoria, o cenário brasileiro – e até mesmo o mundial – pode ter mudado, mas, na prática, as coisas não evoluíram tanto assim. Muitas meninas ainda se sentem inseguras ao jogar games online, principalmente os do formato Mmorpgs, como o famoso World of Warcraft. Por ser um jogo que estimula a interação entre os usuários, muitas garotas acabam sendo vítimas de machismo. Algumas, inclusive, chegam até mesmo a ganhar ameaças de gamers do sexo oposto.

A pesquisa da Game Brasil revelou que os jogadores brasileiros se encontram principalmente nos smartphones, o que para muitos gamers invalida o levantamento. Afinal, deveriam ser levados em conta apenas jogos que rodam em PC ou em consoles de videogame. Esse também acaba sendo um motivo para os rapazes desmereceram as meninas. “Gamer é uma coisa, casual gamer é outra. Candy Crush não conta”.

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Outro problema enfrentado por meninas gamers são as terríveis e errôneas deduções que alguns gamers meninos, ofendidos, fazem. Meninas que jogam videogame ou são lésbicas ou estão querendo agradar o namorado. Ou são feias e gordas ou são posers. “Lugar de mulher é na cozinha!”, é o comenártio preferido de muitos.

É fato que esse levantamento ouviu apenas um nicho – assim como qualquer outro levantamento -, mas é importante lembrar que isso não é uma competição pessoal, meninos. Deixem a richa para os jogos. Ninguém está querendo roubar o espaço de vocês, viu? Tem lugar para todo mundo! É uma vitória! Garotas gamers existem, sim, e devem ser respeitadas e levadas a sério – por vocês e pelas empresas que desenvolvem games. #ficadica

Tamo junto, minas!

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