“Não temos paz”, revolta-se ciclista que se acidentou após sofrer assédio

Andressa Lustoza estava andando de bicicleta na rua quando um homem, dentro do carro, passou a mão na bunda dela: "Covarde"

Por Isabella Otto 30 set 2021, 10h46

No último domingo, 26, a paranaense Andressa Lustoza passou por uma situação desconfortável e revoltante enquanto pedalava na cidade de Palmas. Um homem, que estava dentro de um carro colocou a mão para fora da janela e apertou o bumbum da moça, que acabou caindo da bike e se acidentando. “Nós mulheres não temos um minutos de paz! Saí de casa para andar de bicicleta e volto toda machucada por uma atitude covarde dessas! Todas as medidas cabíveis estão sendo tomadas”, escreveu a estudante de Direito no Instagram.

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Uma publicação compartilhada por Andressa R. Lustosa (@andressarlustosa)

O caso está sendo investigado pela polícia e, de acordo com o G1, o suspeito de cometer os crimes de importunação sexual e lesão corporal foi detido na última terça-feira, 28. O motorista que estava dirigindo o veículo também já foi identificado. Haviam outros dois jovens no carro, um deles menor de idade.

A história viralizou nas redes sociais e Andressa foi chamada para participar do programa Encontro com Fátima Bernardes, da Rede Globo. Durante a entrevista, a estudante disse que situações do tipo são degradantes e humilhantes para todas as mulheres, e que alguém precisa parar os abusadores. “Eu sei que hoje em dia muita mulher sofre e nem fala. Fiz o boletim de ocorrência, vou fazer exame de corpo delito e vou atrás de punição”, garantiu.

À esquerda, a ciclista antes de sair para pedalar, toda feliz. À direita, ela na volta, cheia de machucados na pele.
Antes de sair, Andressa havia feito um post feliz no Intagram e todo empoderado @andressarlustosa/Instagram

Ela ainda deixou o seguinte questionamento: “Se não fossem as câmeras, como eu iria provar que sofri assédio?”. Em depoimento para a polícia, um dos ocupantes do veículo confessou que o grupo de rapazes havia ingerido bebida alcoólica momentos antes do ocorrido. Felipe Silva de Souza, delegado da Polícia Civil do Paraná, contudo, rebate: “Eles tinham pela consciência e controle da ação. O condutor foi quem lançou o carro em direção da vítima e o carona foi quem passou a mão”.

“Até quando?”, é o que nos perguntamos há tantos anos…

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