Nem introvertido, nem extrovertido: quem são os otrovertidos?
Psiquiatra americano cunhou um termo para descrever um traço de personalidade que não se encaixa na introversão nem extroversão
lgumas pessoas não se identificam com uma personalidade introvertida, que é mais focado no interno, mas também não se sentem extrovertidas, como quem direciona mais a energia para o mundo exterior. Para o psiquiatra norte-americano Rami Kaminski, existe um novo perfil de personalidade que transcende essas categorias tradicionais de introversão e extroversão. É o que ele chamou de otrovert (ou otrovertido, em português).
Kaminski explica que, quando começamos a usar a linguagem, a maioria de nós passa de seres solitários para seres comunitários. “A partir daí, toda a nossa vida é impulsionada pelo desejo inato de pertencer, encontrando segurança em grupos e medo no isolamento. Uma minoria de humanos não faz essa transição e permanece como não pertencente a nenhum grupo; os extrovertidos são eternos forasteiros”, diz o The Otherness Institute, criado por ele.
Portanto, segundo o psiquiatra, uma pessoa otrovertida incorpora o traço de personalidade da “alteridade”, permanecendo eternamente à margem em meio à transição da solidão para a conexão social. “Diferentemente dos transtornos relacionais, os otrovertidos são empáticos e amigáveis, mas têm dificuldade em se integrar verdadeiramente a grupos sociais, apesar de não apresentarem distinções comportamentais aparentes em relação a indivíduos bem ajustados.”
Vale deixar claro que não se trata de um transtorno cognitivo ou emocional, mas, sim, um traço de personalidade, marcado pela incapacidade de pertencer a um grupo.
Como é uma pessoa otrovertida?
Ainda de acordo com a definição de Kaminski, um otrovertido é atencioso ao extremo e muito sensível aos sentimentos dos outros, mas não consegue compreender como um grupo pensa coletivamente. Eles se sentem confortáveis sozinhos e se sentem solitários em ambientes de grupo. O trabalho em equipe é um desafio para essas pessoas, que não gostam de pedir conselhos e preferem tomar suas próprias decisões.
O The Otherness Institute, de Kaminski, criou um questionário para que as pessoas possam identificar “o quanto são otrovertida”. Eles explicam que o teste tem fins exclusivamente educativos e informativos, e, de forma alguma, substituem aconselhamento médico, psiquiátrico ou psicológico. Nem deve ser usado para diagnosticar, tratar ou prevenir qualquer condição de saúde mental.
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