7 mitos sobre a bissexualidade que devem ser quebrados já

Nunca é tarde demais para aprender sobre o outro, mesmo que a realidade dele não seja a mesma que a sua.

Por Isabella Otto - 23 set 2019, 16h00

Nesta segunda-feira, 23, é celebrado o Dia da Visibilidade Bissexual, em que as pessoas da comunidade se unem para dar ainda mais visibilidade ao movimento. Como a desinformação é um dos primeiros passos para o preconceito, listamos os principais mitos que dizem respeito às pessoas bissexuais para quebrar de uma vez por todas!

Artrise/Getty Images

1. “Todo bissexual é indeciso.”
Ser indeciso é não saber qual sabor de sorvete escolher ou em qual restaurante comer. A bissexualidade é uma orientação sexual e, assim como qualquer orientação, não se trata de indecisão ou fase. Ter esse pensamento deslegitima toda uma luta, o que não é nada legal mesmo – além de ser bastante mesquinho. Antigamente, a bissexualidade era definida como atração sexual por pessoas do mesmo gênero ou do gênero oposto. Por um tempo, pessoas trans ficaram num limbo, muito por causa daquele padrão heteronormativo da sociedade. Ou seja, bis ficam com homens e mulheres cis. Mas e as pessoas que não são cisgênero? Depois de muitos questionamentos do tipo, hoje, a bissexualidade é definida como a atração por mais de um gênero. É por isso que muita gente diz que ela se assemelha à pansexualidade.

2. “Só vale se já tiver ficado com alguém do mesmo sexo.”
Sinceramente, cada um cuida da sua vida. Logo, a pessoa não precisa provar que já ficou com outras do mesmo sexo e do sexo oposto para ganhar a “carteirinha da bissexualidade”. O que muitos questionam é que algumas pessoas falam que são bi para ~entrar na onda~. Pode acontecer, mas imagina só que triste pra essas pessoas em questão?! Vale também esclarecer que não é só porque, por exemplo, uma menina fica com mais meninas que meninos que ela é menos bi e mais homossexual. Nada a ver, beleza?

3. “Tem mais opções no cardápio, né? Fica mais fácil.”
No dia em que relacionamentos puderem ser classificados como fáceis, a gente conversa sobre essa história. (risos nervosos) Brincadeiras à parte, agora o negócio é sério: não é porque a pessoa é bi que ela vai ter o dobro de possibilidades. É difícil pra todo mundo. Para algumas pessoas muito mais, é verdade, por causa do preconceito enraizado na nossa sociedade. Mas não se intitular hétero, definitivamente, não torna as coisas mais simples.

 

4. “Bissexuais só querem pegação.”
Se você não é uma pessoa assexuada, ou seja, que sente pouquíssima ou nenhuma atração sexual pelas pessoas, em algum momento vai querer pegação. Às vezes mais, às vezes menos, mas isso tem a ver com o que cada um sente, não com a orientação sexual da pessoal ou sua identidade de gênero. Bora superar esse papo de que bissexualidade é sinônimo de promiscuidade!

5. “Todo bissexual é um hétero ou um gay mal resolvido.”
Eeerr… Não. Bissexuais são bissexuais, assim como héteros são héteros e homossexuais são homossexuais. Vamos de um exemplo prático? Se uma garota bi tende a ficar com mais meninas que meninos, não significa que ela seja, na verdade, lésbica. Significa que ela é bi e prefere ficar com pessoas do mesmo gênero, não que só se sinta atraída por elas. Eventualmente, ela pode pegar um garoto e vida que segue.

6. “Bissexuais traem mais.”
Nada a ver. Não é porque a pessoa sente atração por mais de um gênero que ela comprovadamente tem uma tendência maior à traição. Na real? Todo mundo pode trair. É uma droga, mas é um fato. Assim como outro fato é o de que bissexuais podem ter relacionamentos monogâmicos e ser mais fiéis que muito hétero por aí.

7. “Pessoas bi não fazem parte da comunidade LGBTQI+.”
E o “B” de LGBTQI+ é de quê? De batom? Beijo? Borboleta? Biscoito?

A seguir, listamos alguns vídeos para você que quer se saber mais sobre o assunto:

 

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