Mariana estuda engenharia ambiental na USP

Por Da Redação Atualizado em 28 jul 2016, 18h32 - Publicado em 9 out 2011, 11h36

– Mariana Abreu, 24 anos, é estudante do terceiro ano de Engenharia Ambiental da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo

 

 

“Procurando no dicionário, a engenharia é definida como a arte de aplicar conhecimentos científicos e técnicos para criar e aperfeiçoar em todos os ramos. Existem dezenas de “engenharias”: algumas voltadas ao petróleo, à construção civil, às comunicações, à alimentação… eu escolhi fazer engenharia ambiental, queria atar sobre o impacto ao meio ambiente. A diferença entre o foco de cada curso pode ser gritante em algumas áreas, mas todas acabam interligadas e um engenheiro pode lidar com várias delas no dia a dia.

 

Na minha faculdade, o curso tem cinco anos. Nos dois primeiros, a base é a mesma e todo mundo tem muito cálculo e muita física. É a parte que causa mais tensão na galera! No fundo, tudo vai envolver a matemática para você conseguir solucionar as questões da engenharia. Não imaginava que fosse tão complexo: vai muito além da matemática do ensino médio! E para fazer o curso é preciso gostar de números mesmo! Como a faculdade é em período integral, é bastante puxado. São muitas aulas, pouco tempo para estudar e quase todas as matérias pedem relatórios. Você precisa ser muito organizada e muito focada. 

 

Agora, no terceiro ano, as matérias ficam mais práticas. Tenho matérias como hidrologia (estudo do sistema aquático), direcionamento de canais e também vou ver sociologia em breve, pensando no impacto social das obras.

 

Durante a faculdade, percebi que o campo de trabalho do engenheiro é muito maior do que eu imaginava . Por exemplo: é muito comum que empresários escolham alguém da nossa profissão para administrar empresas, porque você aprende muito a planejar e solucionar problemas. É no mercado de trabalho, também, que você percebe que as engenharias caminham juntas e os conhecimentos específicos se misturam, que mesmo fazendo engenharia ambiental, posso atuar na engenharia civil e pensar no meio ambiente ao planejar um prédio.

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Ah, e é um mercado que está muito aquecido, procurando por novos profissionais. Por isso, é comum empresas ficarem de olho em alunos que estão para se formar e já contratarem em estágios bem pagos, para que ele continue na empresa.

Acho importante escolher uma faculdade boa, de qualidade e tradição, mas isso não garante um bom emprego: tudo depende do seu esforço. Há vários estágios, você também pode dar aulas em cursinhos gratuitos, fazer pesquisa e iniciação científica… As atividades contam muito para um bom currículo. Quanto mais você produzir, mais chances de conseguir um bom emprego, independente da sua faculdade. Depois de formado, dá para conseguir uma independência financeira boa com o desenrolar da carreira . O salário para quem trabalha 36 horas semanais é de R$ 3.270.

 

Um fato curioso é que não existem muitas meninas na engenharia. Às vezes eu olho em volta durante a aula e penso ‘Nossa! Minha sala tem 10 meninas em 60 alunos!’ Acho que por ser um curso prático, os meninos se interessam mais. Tenho muitos amigos homens e eles fofos, admiram as garotas, ajudam, respeitam. Ah, e apesar dos mitos, somos super vaidosas e femininas!”

 

Fontes: Michaelis Moderno Dicionário da Língua Portuguesa Online e CREA-SP (Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia do Estado de São Paulo).  

 

 

 

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