Jovens e mulheres são os que mais sofrem bullying dentro de casa
Pesquisa revela como críticas que vem da própria familia afetam a nossa galera e que o silêncio sobre o assunto ainda persiste.
ocê já viveu alguma situação desagradável com um familiar? Se sentiu desconfortável com algum comentário sobre a sua aparência ou sobre o seu futuro? Não é raro isso acontecer e os números mostram: 86% dos brasileiros já sofreram algum tipo de bullying dentro da própria família e, em sua maioria, são jovens e mulheres.
O dado pertence a uma pesquisa encomendada pelo grupo Boticário, em conjunto com a consultoria On The Go. Foram entrevistadas mais de 2 mil pessoas em todas as regiões do país. A pesquisa mostra uma realidade que muitas pessoas vivem, mas é pouco falada ou discutida — a não ser em uma sala de terapia ou em desabafo com amigos na escola.
“Essa diferença de sensibilidade maior entre mulheres e jovens de 18 a 24 anos é explicada por fatores sociais e de desenvolvimento. Historicamente, as mulheres são mais cobradas socialmente por padrões de beleza e os jovens de 18 a 24 anos estão em uma fase de construção e afirmação da identidade”, explica Carolina Carrasco, diretora de Marketing e Branding do Boticário.
O estudo mostra que grande parte desses comentários em núcleos familiares vem de lugares que deveriam ser sinônimo de segurança: irmãos, tios, tias, primos, primas e até os próprios pais. Mais da metade dos entrevistados diz que as situações mais frequentes envolvem críticas à aparência, normalmente camufladas de “piada” ou “brincadeira”.
50% das situações de bullying familiar envolvem comentários sobre aparência. Segundo Carolina, isso não é por acaso: “Aparência é o alvo mais frequente porque características físicas permitem criar padrões estéticos e estão intrinsecamente ligadas à autoestima e à identidade — especialmente em ambientes familiares onde se espera aceitação incondicional.”
Os dados mostram que 23% das mulheres relataram maior sensibilidade às críticas familiares e 28% dos jovens de 18 a 24 anos disseram se afetar profundamente por comentários sobre aparência ou comparações. Em ambos os grupos, nove em cada dez afirmam que essas situações impactam sua autoestima.
E o mais marcante é o silêncio: apenas 17% conversam sobre como se sentem após esse tipo de comentário, mesmo que a maioria admita que gostaria de falar sobre o assunto com mais abertura e carinho. A pesquisa reforça algo que muitos jovens sentem, mas raramente verbalizam: às vezes, o que mais dói não é o que dizem, e sim o que nunca é dito.
O desejo por mudança existe
Mesmo com tantas experiências negativas, 71% acreditam totalmente no poder das palavras positivas. Entre os desejos mais citados pelas pessoas, aparecem gestos simples como incentivo, respeito e afeto. É um pedido quase universal por conversas que acolham, não que machuquem.
Carrasco explica que os dados motivaram a nova campanha de natal da marca, que quer reforçar o poder das palavras. “Palavras dentro das relações familiares podem marcar profundamente. Queremos lembrar que essas marcas podem e devem ser de amor.”
A consultoria On The Go reforça a importância de entender esse fenômeno: comentários simples, dependendo do contexto, podem chegar como flecha. Mas há espaço real para mudança, e muita gente disposta a construir relações mais empáticas.
A pesquisa deu oritem à campanha “Palavras deixam marcas, que sejam de amor”, o novo filme de Natal do Boticário, que convida o público a olhar com mais cuidado para o jeito como fala com quem ama.
Assista abaixo:
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