Jogador agride ex-namorada, paga fiança e sai de delegacia rindo

Mais um homem que paga fiança e responde as acusações em liberdade. Dessa vez, o cara é o atacante Juninho, do Sport.

Por Amanda Oliveira - 11 out 2017, 15h02

Na noite da última segunda-feira, 9, o jogador de futebol Juninho, do Sport, deixou a Delegacia da Mulher depois de passar 12h detido. O atacante recebeu acusações de ter agredido a ex-namorada de 20 anos, que prefere não se identificar.

Jogador estava 100% despreocupado com suas ameaças de agressão. Foi só uma briguinha de casal, né, Juninho? (alerta de ironia) Nando Chiappetta/DP/Reprodução

Segundo um policial que está na investigação do caso, as câmeras de segurança do prédio de Juninho gravaram o momento exato das agressões. Apesar disso, a jovem foi aconselhada a fazer exames de corpo de delito e aguarda os resultados – porque a Justiça precisa de provas. Oi?

Mesmo com as filmagens, o advogado de Juninho, Ernesto Cavalcanti, afirma que as acusações são falsas. “São criações da moça que não aceitava o fim da relação e criou esse cenário, tentando prejudicar a carreira do rapaz”, diz. O próprio Juninho alegou que não ameaçou nem agrediu a ex, e que tudo se tratou apenas de “problemas de casal”. A delegada Tereza Nogueira informa que o prazo para conclusão do processo é de 30 dias e que ainda será preciso ouvir outras pessoas.

Ricardo Fernandes/DP/Reprodução

Apesar de ainda estar em aberto, o caso teve um desfecho muito comum (principalmente, para homens famosos e ricos): Juninho pagou uma fiança de R$ 10 mil para responder ao processo em liberdade e deixou a delegacia com um sorrisão no rosto. No dia seguinte, o atleta já estava novamente treinando e 100% despreocupado com a situação.

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Mais de 500 mulheres são agredidas por hora no Brasil, de acordo com pesquisa realizada pelo Instituto Datafolha. 61% dos agressores são maridos ou namorados da vítima. 52% das mulheres não fazem nada depois, porque (1) acham que não podem confiar na Justiça, (2) foram chantageadas pelo agressor e (3) consideram esses casos de violência briguinhas de marido e mulher. Não são.

Não deixe que Juninhos façam pouco caso de você, mulher. Vá atrás de seus direitos. Ligue 180 e denuncie! 

 

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