Giovanna Saccoman acabou se surpreendendo ao passar o Ano Novo perdida em Lost

Como assim? A história da Gi prova que nos lugares que você menos espera, acaba vivendo momentos incríveis. Mesmo que seja em uma ilha distante parecida com a do seriado.

Por Marcela Bonafé - Atualizado em 17 ago 2016, 18h09 - Publicado em 21 dez 2015, 11h00

No meio de 2013, os pais da Giovanna Saccoman contaram a ela que planejavam passar o Ano Novo em Goiás, mas não em Goiânia, capital do estado. Eles queriam ir para São Simão, um município de Santa Vitória, que fica ao ladinho da hidrelétrica do Rio Parnaíba. Pareceu superlegal para você? Bom, para a Gi não pareceu muito animador. “Todos os meus amigos estariam na praia ou fora do país, e eu estaria na ilha de Lost”, brinca. Como já estava em cima da hora, ela acabou topando, mesmo com a certeza de que seria o maior tédio do mundo. Mas não foi.

Chegado o dia da ~tão aguardada~ viagem, Gi e seus pais ficaram hospedados na casa de amigos e, no dia 29 de dezembro, partiram em direção a uma prainha, onde um barquinho (no diminutivo para enfatizar que era pequeno m-e-s-m-o) esperava por eles, “com direito a colete salva-vidas e tudo”, lembra Gi. E assim ele foram ao destino final: a ilha (que não é a de Lost, mas poderia ser).

Logo que chegaram, eles fizeram um tour pelo local e foram até recepcionados por pavões. “Confesso que achei bonitinho e fiquei mais curiosa para saber como seriam aqueles dias”. E não é que a Gi se surpreendeu? Como estava um calor de 40ºC, ela resolveu ir à piscina, e aproveitou para levar um livro e ver se o tempo passava mais rápido. “Percebi que passei 40 minutos daquele jeito e que gostaria de repetir aquilo mais algumas vezes”, confessa.

Foi nesse ritmo leve que os dias na ilha foram se passando, até que, de repente, a Gi já estava curtindo até os barulhinhos que os insetos faziam. Ela perdeu a noção do tempo depois de muitos anos se baseando nele para viver . Para você ter uma ideia, foi só na noite de Ano Novo, quando estava assistindo a uma linda queima de fogos, que a Gi lembrou que ainda tinha celular! Ela até tentou ligar para umas amigas e desejar feliz Ano Novo, mas o sinal era bem ruim. “Os ruídos de ‘amor, saúde, sucesso’ foi o máximo que consegui ouvir”.

Passada a Virada, Giovanna precisou dar adeus àquele lugarzinho que ela tinha julgado tanto antes de conhecer. Gi nunca se sentiu tão renovada para iniciar um novo ciclo! “Em poucas ocasiões estive tão perto de mim e tão focada em aproveitar o que estava em volta como naqueles dias”. Em tempos em que todo mundo vive grudado no celular, conseguir se desligar e aproveitar mais a natureza e a companhia da família é mesmo muito importante ; e só depende de você!

E você, já teve alguma experiência de autodescoberta parecida?

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