Foguete “descontrolado” deve atingir a Terra no próximo sábado, 8

O Long March 5B deve sair de órbita e atingir nosso planeta em um local desconhecido, o que anda preocupando muita gente

Por Isabella Otto 6 Maio 2021, 11h07

O Departamento de Defesa dos Estados Unidos alerta que, no próximo sábado, 8, ao que tudo indica, o foguete Long March 5B, lançado pela China em sua primeira missão da sua futura estação espacial, sairá de órbita e cairá na Terra em local desconhecido e com a possibilidade de uma descida descontrolada.

O foguete Long March-5B sendo lançado na província de Hainan; ele está saindo da base, na vertical, com muito fogo na parte traseira e rodeado de fumaça. O céu está nublado.
O foguete Long March-5B sendo lançado na província de Hainan CCTV/CNN/Reprodução

Mike Howard, porta-voz do USDOD, explicou que a trajetória do foguete, assim como dados básicos sobre sua parte central, aquela que deve atingir o planeta, já que a maior parte da construção são queimadas na atmosfera, é desconhecida porque a agência espacial chinesa não liberou publicamente dados sobre a reentrada do módulo. Por isso, o 18º Esquadrão de Controle Espacial dos EUA passou a rastrear a trajetória do foguete e atualizará o site Space Track com informações sobre ele.

O que mais preocupa os especialistas é o tamanho do foguete, que pesa 22 toneladas, pois pedaços muito grandes podem atingir a Terra em áreas ainda hoje desconhecidas, que podem ser habitadas. Contudo, a aposta é que ele caia na água. “Se você quer apostar onde algo vai pousar na Terra, aposte no Pacífico, porque o Pacífico é a maior parte da Terra. É simples assim”, disse Jonathan McDowell, especialista do Centro de Astrofísica da Universidade de Harvard, em entrevista à CNN.

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    O astrofísico também falou que a queda desse foguete não representa o fim do mundo e que o risco de uma tragédia não é nulo, mas que é bem difícil que pedaços do módulo machuquem pessoas ou animais.

    O Long March 5B está em órbita desde o último 29 de abril e a principal aposta é que sua parte central caia no Oceano Pacífico nas proximidades do Equador, na América do Sul. A estimativa é que mais dez lançamentos sejam feitos pela China para aperfeiçoar a estação espacial do país.

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