Dois jovens invadem escola em SP e atiram contra alunos e funcionários

Segundo informações da Polícia Militar, 10 pessoas morreram, incluindo os criminosos.

Por Amanda Oliveira Atualizado em 13 mar 2019, 16h22 - Publicado em 13 mar 2019, 11h41

Na manhã desta quarta-feira, 13, dois homens encapuzados e armados entraram em uma escola em São Paulo e balearam alunos e funcionários da instituição. Crime aconteceu na escola estadual Raul Brasil, localizada em Suzano, região metropolitana de São Paulo.

Getty Images/Reprodução

De acordo com informações da polícia, foram 10 mortes. Entre as vítimas estão 5 alunos da escola, 2 funcionárias, o dono de uma locadora de carro próxima ao local e os 2 atiradores, que cometeram suicídio após o ataque. Ao todo, outras 23 pessoas foram socorridas. Dentro do colégio, policiais encontraram uma arma, um machado, um arco e flecha, uma besta (um outro tipo de arco e flecha) e garrafas de coquetéis molotov, além de uma mala com fios – para apurar esse último objeto, o esquadrão antibombas foi chamado, mas não encontrou material explosivo.

Os atiradores eram Guilherme Taucci Monteiro, de 17 anos, e Luiz Henrique de Castro, de 25 anos. Ambos eram ex-alunos da escola. Antes de chegarem ao local do ataque, os dois estiveram em uma loja de automóveis que pertencia ao tio de Guilherme Taucci, o proprietário Jorge Antonio de Moraes. Jorge levou três tiros do sobrinho e morreu no hospital.

Segundo a capitão Cibele, da comunicação da Polícia Militar, os policiares chegaram a receber uma ocorrência com arma de fogo na região antes da escola ser atacada. “Policiais estavam indo para esse primeiro chamado e ouviram gritos das crianças. Foram então até a escola, onde os dois criminosos acabaram se matando“, informou ao G1.

Escola Raul Brasil, em Suzano (SP). Google Maps/Reprodução

Câmeras de segurança mostram que os atiradores chegaram ao local em um carro alugado e entraram pelo portão, que estava aberto. “Eles ingressaram na escola, atiraram na coordenadora pedagógica, atiraram numa outra funcionária. Estava na hora do lanche, eles se dirigiram ao pátio, atiraram em mais quatro alunos do ensino médio”, afirmou o coronel Marcelo Salles, comandante-geral da PM.

Continua após a publicidade

Além dos feridos por armas, outras pessoas que passaram mal também foram atendidas em hospitais. O primeiro atendimento foi de um adolescente que chegou caminhando sozinho e pedindo ajuda, pois havia sido atingido por uma flecha. Outro aluno contou que estava sentado e recebeu um golpe de machado no ombro, mas nem viu de onde veio. “Ele recebeu um golpe de machado no ombro direito e veio com o machado pendurado no braço. Levamos ele direto ao centro cirúrgico e fizemos a cirurgia para remover o machado e ver se não tinha nenhuma lesão em algum vaso”, disse o médico Austelino Vieira Mattos ao Jornal Hoje.

Em meio ao caos e desespero, tem quem se torne super-herói. Ou melhor, super-heroína. Ao G1, Silmara Cristina Silva de Moraes, merendeira da escola, disse que ajudou a esconder 50 alunos na cozinha. “Nós estávamos servindo merenda e aí começou os ‘pipoco’ e as crianças entraram em pânico. Abrimos a cozinha em começamos a colocar o maior número de crianças dentro e fechamos tudo e pedimos para eles deitarem no chão”, contou.

Segundo o Censo Escolar de 2017, o colégio tem 358 alunos da segunda etapa do Ensino Fundamental e 693 estudantes de Ensino Médio. O ataque ocorreu durante o intervalo das aulas.

Os alunos mortos eram Pablo Henrique Rodrigues, Cleiton Antônio Ribeiro, Samuel Melquíades Silva de Oliveira, Douglas Murilo Celestino e Caio Oliveira. As funcionárias mortas eram Eliana Regina de Oliveira Xavier e Marilena Ferreira Vieira Umezo (a coordenadora pedagógica).

Que dia triste! Desejamos muita força aos amigos e familiares das vítimas.

Assim que sair mais informações sobre o caso, essa matéria será atualizada.

Continua após a publicidade

Publicidade