Dica de leitura: conheça Octavia E. Butler, a “dama do afrofuturismo”

Na atualidade, seus livros são um sucesso e indicados como leitura obrigatória!

Por Roberta Gurriti Atualizado em 29 abr 2022, 17h20 - Publicado em 30 abr 2022, 10h03

Octavia E. Butler é considerada por muitos a pioneira do movimento afrotuturista. Falecida em 2006, a escritora afro-americana e seus livros são relevantes até os dias de hoje, com histórias que retratam conflitos políticos e dedicam grande atenção para seus personagens.

Vida

Nascida em 1947, filha de Octavia Margaret Guy, uma empregada doméstica, e Laurice James, um engraxate, no auge da segregação racial nos Estados Unidos, Octavia vivia em uma comunidade socialmente integrada em Pasadena, na Califórnia, que lhe permitiu viver em uma sociedade com diversidade cultural e étnica. Mas logo cedo teve contato com o racismo extremo quando acompanhava sua mãe ao trabalho, e testemunhava ela ser tratada de forma desumana e a ser mandada entrar pelos fundos das casas.

Foto de Octavia E. Butler lendo um livro. Ele é uma mulher negra, de cabelo curto e óculos
Malcolm Ali/Getty Images

Octavia cursou Tecnologia em Artes com foco em História no Pasadena City College, formando-se em 1968. Quando ainda era caloura, ganhou um concurso de contos da universidade, recebendo seu primeiro pagamento como escritora (US$ 15).

Escrita

Aos 12 anos, Octavia decidiu ser escritora após assistir ao filme Devil Girl from Mars (A Garota Diabólica de Marte), e se convenceu de que poderia escrever uma história melhor. Então, Butler escreveu o rascunho do que mais tarde se tornaria a base para seus romances da série Patternist. Ela começou a carreira vendendo suas histórias para antologias e, a partir dos anos 80, ganhou notoriedade quando conquistou prêmios importantíssimos da ficção científica e fantasia dos Estados Unidos, como o Nebula e o Hugo Awards. Em 2005, ela foi admitida no Hall Internacional da Fama de Escritores Negros!

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Trabalho

Butler começou de fato a ter contato com a literatura a partir de sua mãe, que levava livros e revistas que encontrava em lixeiras para que ela pudesse ler. E como sofria bullying no colégio, passava a maior parte do tempo na biblioteca.

A ideia para Kindred, sua obra de maior sucesso, surgiu ainda na faculdade, quando um colega de classe (também afro-americano), que era envolvido com o movimento Black Power, criticou seus antepassados por terem sido submissos aos brancos.

A partir dos comentários do jovem, Octavia, através de entrevistas, expressou-se: “As falas dele me  instigaram a responder com uma história que contextualiza historicamente aquela vergonhosa submissão para que, assim, pudesse ser entendida como uma sobrevivência silenciosa, porém corajosa“.

E você, já leu algum livro de Octavia Butler?

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