CPI da merenda? Entenda o que é e conheça a história da Rafa Boani

A Rafaela Boani tem 16 anos e está sempre nos movimentos estudantis. Com isso, ela foi para Brasília contar um pouco sobre a sua experiência

Por Malu Pinheiro | Fotos: Reprodução Atualizado em 24 ago 2016, 13h55 - Publicado em 13 Maio 2016, 17h20
Entre tantas notícias sobre política, você muito provavelmente deve ter visto algo sobre a luta dos secundaristas contra os desvios de verbas destinadas à merenda escolar. Pois bem, desde o último dia 03/05, escolas públicas e a Alesp (Assembleia Legislativa de São Paulo) estavam ocupadas por jovens que pressionavam a Casa para que investigasse esse caso. 
 
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Ano passado, o mesmo grupo de estudantes protestavam contra a reorganização escolar – que fecharia cerca de 90 escolas, lembra? Hoje, eles reivindicam, entre outros, a melhoria na merenda oferecida pelas escolas e uma explicação sobre os desvios nas compras de alimentos para os estudantes.  Semana passada, quando o presidente da Casa, Fernando Capez, determinou reintegração de posse da Assembleia, uma estudante chegou a discutir com o Coronel Telhada, que a ameaçou prendê-la
 
Depois de praticamente duas semanas, nesta terça-feira (10), ficou acertada a criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Merenda. Ainda assim, segundo o Centro Paula Souza, 13 escolas técnicas estaduais – as chamadas Etecs – continuam ocupadas. 
 
A Rafaela Boani é da Escola Estadual Diadema, tem 16 anos e sempre esteve envolvida nesses movimentos, tanto os do ano passado, quanto os de agora. “Eu visito as ocupações, estou sempre nas reuniões e dou assistência para a galera”, disse ela. Mas o que ela não imaginava é que toda essa luta faria com que ela fosse convidada para palestras em Brasília na Conferência Nacional de Direitos Humanos, que ocorreu entre os dias 27 e 29 de abril. 
 
 
“Eu fui convidada para palestrar na conferência da criança e do adolescente. Lá, eu pude contar sobre a minha experiência nas ocupações para mais de oito mil pessoas! Foi incrível, pois pude falar sobre a minha luta para pessoas que não faziam ideia do que estava acontecento”, contou a Rafa. 

Quanto a CPI da merenda, a Rafa diz: “se não funcionar da forma que esperamos ou se a investigação não for levada a sério, tenho certeza que nós, estudantes, vamos continuar pressionando até tudo ser esclarecido”. Uma coisa certa: é lindo ver os adolescentes lutando por aquilo que merecem! Quer conhecer um pouco mais da história da Rafa? Segue ela lá instagram, é @bailarinadosamba

 
Atualização: 
Na manhã de hoje, sexta-feira, o governo do Estado de São Paulo determinou a reintegração de posse dos prédios que ainda estão ocupados pelos estudantes, mesmo sem decisão judicial. A Polícia Militar já desocupou a Escola Técnica (Etesp) da Avenida Tiradentes e três diretorias de ensino ocupadas: Diretoria de Ensino Região Centro-Oeste; a Diretoria Norte 1 e a Diretoria Guarulhos Sul.
 
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