Como socializar de verdade e fora das redes sociais
Diante da epidemia da solidão que enfrentamos, é preciso buscar comunidades e fortalecer nossas conexões
m tempos de redes sociais, o conceito de socialização pode ficar um pouco confuso. Todo mundo está sujeito a cair na falsa sensação de que está em contato com muitos amigos nas redes sociais, por estar sempre online e acompanhando as publicações, mas, na verdade, não está em contato com ninguém de fato ou com profundidade. É por isso que, mais do que nunca, é preciso olhar para a conexão para além do digital.
O Relatório da Comissão sobre Conexão Social da Organização Mundial da Saúde (OMS), publicado neste ano, indicou que uma em cada seis pessoas no mundo é afetada pela solidão. Entre 17% e 21% dos jovens de 13 a 29 anos relataram se sentir solitários, com as taxas mais altas entre adolescentes.
A OMS define conexão social como maneiras pelas quais as pessoas se relacionam e interagem entre si. Já a solidão é o “sentimento doloroso que surge da lacuna entre as conexões sociais desejadas e as reais”. Ela afeta diretamente tanto a saúde física como mental da nossa galera.
Segundo o documento, a solidão aumentam riscos de acidente vascular cerebral (AVC), doenças cardíacas, diabetes, declínio cognitivo e morte prematura. Além disso, pessoas solitárias têm o dobro de probabilidade de desenvolver depressão. Os impactos se estendem ainda à aprendizagem e ao emprego: adolescentes que se sentem solitários têm 22% mais chances de obter notas ou qualificações mais baixas.
Não é à toa que o conceito de saúde social é reconhecido pela OMS, e tem ganhado cada vez mais relevância nas discussões. Ele aborda o impacto das suas relações pessoais, de amizade, de afeto na sua saúde. Como já falamos por aqui, a saúde do adolescente vai muito além da ausência de doença, viu? Mas, sim, um estado de completo bem-estar físico, mental e social.
Mas como socializar e criar conexões fora da internet?
O relatório da OMS destacou que as soluções para reduzir a solidão e o isolamento social existem em vários níveis: do individual, comunitário ao nacional. É necessário promover a conscientização sobre o tema, aumentar as políticas nacionais, fornecer intervenções psicológicas e fortalecer a infraestrutura social.
No âmbito individual, segundo a Organização, podemos fazer a diferença com ações simples no dia a dia, desde cumprimentar um vizinho até participar de um grupo local. Você já faz isso? E já pensou como pode fortalecer e ampliar suas conexões?
Um relatório recente, criado pela agência 65|10 em com o veículo jornalístico Mulheres e a Cidade, apontou que a criação de comunidades é um antídoto importante para a epidemia da solidão – enfrentada, principalmente, pelas mulheres. E, por mais que possa parecer difícil, atravessar o medo e a desconfiança para se aproximar de outras pessoas e encontrar uma comunidade para chamar de sua, existem dicas bem práticas, como um passo a passo, para facilitar esse processo.
Em parcerias com especialistas e mulheres que participam ativamente de comunidades, elas criaram o GPS (Guia Para Socializar), para ajudar e incentivar a ocupar a cidade, criando pontes de conexão.
Para começar, é preciso olhar para dentro e entender suas necessidades emocionais. Você busca uma comunidade para apoio emocional? Para escuta? Ou para troca de saberes? Uma das principais dicas é começar pelo que te interessa e que te engaje – pode ser esportes, atividades manuais ou intelectuais, astrologia e até finanças. Gostos parecidos são ótimos para aprofundar assuntos e dar a sensação de pertencimento.
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