Blog da Galera: meu primeiro desabafo sobre ter síndrome do pânico

Giovanna Pellegrino, da Galera CAPRICHO, faz um desabafo sobre as crises do pânico sofridas.

Por Isabella Otto - Atualizado em 27 abr 2020, 15h32 - Publicado em 3 abr 2020, 12h32

Oi, gente! Tudo bem? Giovanna Pellegrino aqui e hoje eu queria bater um papo com vocês sobre um problema que eu venho enfrentando já faz algum tempo – e sei que muitas pessoas também enfrentam. É importante lembrar que eu não sei se este post pode ter algum gatilho para você, então fica meu alerta.

Arquivo Pessoal/Reprodução

Faz uns três anos desde que fui parar no hospital no meio da madrugada, achando literalmente que estava morrendo, e, desde então, a luta é diária. Só quem já teve uma síndrome do pânico sabe como é horrível a sensação de “quase surto”, de tentar controlar o turbilhão de sentimentos que te atropela sem nem avisar.

Eu nunca gostei de comentar sobre isso, pois achava que talvez as pessoas não fossem entender. E vamos combinar que esses assuntos ainda são supertabus na sociedade, né? Até que eu tive meu primeiro ataque na escola. Estava tendo uma palestra sobre animais venenosos e como lidar com cada um deles. Só que um dos temas da palestra era “O que fazer quando um enxame de abelhas te atacar”. O problema é que a coisa que eu mais morro de medo no mundo é justamente de abelha!!! Eu só lembro de levantar da palestra e sair correndo chorando. A sorte foi que eu encontrei uma amiga que estava do lado de fora da sala e ela, meio sem entender nada, veio falar comigo. Até agora não sei como ela não teve uma crise junto comigo, de tão desesperada que ficou.

Quando vem aquela sensação de morte iminente, eu sei que é difícil, mas a única pessoa que pode te tirar disso é você mesma. Então, respire fundo, tente se concentrar na respiração, mentalizar coisas boas, porque você vai superar. No final do ano passado, foi quando cheguei ao fundo do poço, e quando você chega lá a única opção é subir. E foi o que fiz. Tiveram algumas coisas que me ajudaram muito, além da paciência da minha família e, principalmente, da minha mãe. A música foi uma delas – três em específico, que mudaram a minha vida e vou compartilhar aqui com você:

1. Unwel, do Matchbox Twenty

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2. I Think I’m Okay, do Machine Gun Kelly, YUNGBLUD, Travis Barker

3. False Confidence, do Noah Kahan
Esta musica ficou bem conhecida pela coreografia que o Sean e a Kaycee montaram, ela também é sensacional vale a pena dar uma olhada.

Eu sei que pode parecer impossível superar tudo isso, mas a gente consegue. Não deixe nunca alguém diminuir sua dor. Por último, eu quero agradecer a @gra.c.a, a prima que mora no meu coração e que, durante uma tarde de conversa, me deu coragem para escrever tudo isso.

É importante também lembrar que, em alguns casos, a pessoa precisa tomar medicamentos e fazer acompanhamento médico, como terapia. Cada caso é um caso. Não hesite em procurar ajuda. 

Beijos,
@gi_pellegrino

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