Blog da Galera: Ellora Haonne fala sobre poliamor e relações normativas

Isabella Vieira, da Galera CH, conversou com a Ellora Haonne, youtuber e ex-integrante da Galera, sobre namoro, ciúme, poligamia e relacionamento normativo.

Por Da Redação Atualizado em 2 jul 2018, 17h23 - Publicado em 2 jul 2018, 17h21

Oi, gente! Aqui é a Isabella Vieira e eu convidei a Ellora Haonne, youtuber, influencer digital e ex-integrante da Galera CAPRICHO, para bater um papo sobre relacionamentos.

Apesar de ser um assunto muito debatido no canal dela, ainda existem muitos estereótipos dentro de relacionamentos normativos e não normativos, como ciúmes e a marginalização de conceitos como o poliamor e a bissexualidade. Por isso, decidi entrevistar a Ellora, que se declara bissexual e apta à poligamia, para falar sobre o assunto.

Reprodução/Instagram

Isabella: Qual é o seu limite dentro dos seus relacionamentos abertos? O que te machuca nisso?
Ellora: Pra mim, cada relacionamento é um caso. Hoje, no meu atual, nosso acordo é sermos o único relacionamento afetivo. Então temos um relacionamento aberto e nos envolvemos com outras pessoas, mas ele é meu “parzinho”. (risos) Mas, outras relações podem ser diferentes. Cada relacionamento tem um limite novo, porque é com uma pessoa nova!

Isabella: Você sente ciúmes? Como lida com ele?
Ellora: Sinto ciúmes, sim! E detesto. Bate aquela insegurança de “será que ele me trocaria por ela?”, mas aí cai a ficha de que ele é livre e faz o que bem entender, né? Dura tipo 1 segundo e a minha ficha já cai.

  • Isabella: Qual foi sua maior desilusão com um boy num relacionamento aberto?
    Ellora: Menina, nunca tive (risos). Acho que todas as pessoas podem mandar mal, sabe? Namorando aberto, fechado, sendo solteira… Relacionamentos são difíceis porque envolvem pessoas, né?

    Isabella: Quando e como você descobriu que existia o relacionamento aberto? Quais situações você viu que não se encaixava no monogâmico?
    Ellora: Na real, o que mudou foi eu, sabe? Parei de aceitar tudo que era imposto pra mim e fui ver o que eu sentia de verdade, meus desejos, meu jeito de amar. Na logística do relacionamento não é tão diferente! Todo mundo sai, conhece gente, vai em lugares… A diferença é que eu posso ir acompanhada e não necessariamente ser meu namorado.

    A reflexão que eu tiro disso tudo é que o amor é grande demais para caber numa caixa ou ser limitado por uma fronteira. Desde pequena, fomos ensinadas a amar de uma forma (geralmente monogâmica e heteronormativa), porém seus horizontes podem se expandir para muito mais longe que isso. E não tem problema, não! O amor é livre e descobrir o jeito que você ama pode ser seu primeiro passo de auto conhecimento e de uma caminhada linda pro seu amor próprio e amores futuros mais saudáveis. Você é muito nova para ter como objetivo de vida achar sua alma gêmea, a não ser que ela seja você mesma!

    Beijos,
    @vieiraisabellaa

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