Blog da Galera: conheça a Olimpíada Nacional em História do Brasil!

Ana Raquel, da Galera CH, conta um pouco da experiência dela na última edição da competição.

Por Da Redação 17 set 2018, 18h00

Oi, gente! Dessa vez, eu, Ana Raquel, estou aqui para contar sobre a minha experiência na Olimpíada Nacional em História do Brasil (ONHB). Em 2018, a ONHB comemora 10 anos e, a cada ano, o número de equipes inscritas aumenta. Neste ano, foram mais de 57 mil inscrições de equipes, formadas por três alunos – que estejam no 8º, 9º ano ou no Ensino Médio – e um professor orientador, de escolas públicas e particulares de todo o Brasil.

Arquivo Pessoal/Reprodução

A prova possui 7 fases, sendo 6 online e a final presencial, na UNICAMP, em Campinas, São Paulo. Nessas 6 fases online, recebemos provas semanais, com questões de temas diversos, que possuem em comum a existência de apenas um item incorreto e a necessidade de escolher aquele que mais se encaixa no comando da questão. Na fase presencial, produzimos textos que serão corrigidos pela organização olímpica em seguida, para que a premiação (dividida em medalhas de ouro, prata, bronze e cristal) possa ser realizada no dia seguinte, também na UNICAMP.

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A olimpíada é uma oportunidade de ter acesso à História que não nos é apresentada nos livros didáticos, aprofundar discussões coletivas, analisar documentos, músicas e imagens, comparar estruturas sociais antigas e recentes, ouvir a voz das minorias (a partir de questões sobre negros, índios e mulheres, por exemplo), e, finalmente, de desenvolver a capacidade crítica. Por causa disso, é um enorme auxílio nas provas de Ciências Humanas e Redação no ENEM, já que há um aprofundamento em diversos temas e a produção de textos em algumas fases.

Além disso, participar da ONHB me permitiu conhecer alunos de outros estados, e, assim, entender outras realidades, aprender a trabalhar em conjunto e a lidar melhor com diferenças, valorizar, ainda mais, o ensino de disciplinas que instigam o pensamento crítico e entender o perigo representado pelas tentativas de retirá-las do currículo obrigatório. Esses são, sem dúvidas, os fatores responsáveis pela minha conclusão de que um enorme crescimento intelectual e humano foi o principal resultado da experiência de quatro anos de participação.

Para os professores orientadores, a ONHB transforma a experiência profissional e também a pessoal. “Todas as finais que já presenciei, com escolas públicas e particulares, foram únicas e transformadoras para os alunos e para mim. É uma prova que empodera e faz refletir sobre questões que ultrapassam uma mera disputa, e essa é a forma que eu sempre defendi que educação fosse feita. Meus alunos e minhas alunas são mais que meros resultados e a ONHB comprova que dá pra fazer mais por uma educação libertadora, em todas as linhas de pensamento” afirma Paulo Airton, professor em Fortaleza, no Ceará.

No mais, uma música de Chico Buarque protagonizou o slogan da 10ª edição da Olimpíada de História: “Todos juntos somos fortes”. E, com base nele, é que espero o futuro da educação brasileira. Com união e, sobretudo, com qualidade, universalização e sem distinções de qualquer natureza. Que nós sejamos responsáveis por uma efetiva mudança no atual cenário educacional e que todos tenham a oportunidade de vivenciar momentos tão engrandecedores e inesquecíveis quanto os proporcionados pela Olimpíada Nacional em História do Brasil, exemplo, para mim, de um oásis no deserto produzido pelos retrocessos na educação pública brasileira.

Fiquem ligados nas inscrições da próxima edição e não percam a oportunidade de realizar uma olimpíada tão intensa e singular.

Beijos,
@anarholanda

 

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