Bertha Lutz e a história do voto feminino no Brasil

Ela foi o grande nome por trás das muitas mulheres que foram à luta

Por Isabella Otto - Atualizado em 25 jul 2017, 11h31 - Publicado em 24 jul 2017, 17h41

Oi, gente! Tudo bom? Marina Barboza por aqui e hoje vou falar sobre um assunto que envolve história, a minha matéria favorita de todos os tempos! Vocês já pararam para pensar que não faz muuuito tempo assim que nós, mulheres, recebemos o direto de votar e sermos votadas? Vou contar para vocês como tudo começou…

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Desde a Idade Antiga, as mulheres eram privadas de seus direitos. As mulheres atenienses, por exemplo, não podiam votar, pois, segundo a sociedade de Atenas, elas tinham exclusivamente que cuidar da casa. E mesmo depois de anos, ainda no comecinho do século XX, só os homens podiam votar. Ou seja, a história se repetiu – e não evoluiu. Foi só nos anos 30 que as coisas começaram a mudar.

As mulheres brasileiras conseguiram seu direito de votar e serem votadas em 1932, durante o governo de Getúlio Vargas – o mesmo que propôs os direitos trabalhistas em nosso país. Mas não foi por causa de Vargas que conseguimos esse direito, não! Bertha Lutz foi o grande nome por trás das muitas mulheres que foram à luta!

Quando estudava na Universidade de Sorbonne, na França, no início do século XX, a bióloga teve contato com movimentos feministas e, quando voltou para o Brasil, viu que era hora de mudar algumas coisinhas no país. Através de sua militância, fez com que as mulheres brasileiras conseguissem o direito do voto feminino em 24 de fevereiro de 1932, durante o Governo GV, por meio do Decreto nº 21.076.

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A luta, entretanto, teve início em 1919, quando Bertha criou, juntamente com a militante Maria Lacerda de Moura, a “Liga pela Emancipação Intelectual da Mulher'”, que, em 1922, se transformou na “Federação pelo Progresso Feminino”. O objetivo principal era lutar pelos direitos das mulheres e, aquelas que participavam, escreviam para políticos a respeito dos direitos femininos. Esse movimento ativou outro movimento que ativou outro… Assim, a luta feminina cresceu e, em 1932, Getúlio finalmente decretou por lei o direito do voto feminino.

Mas houve restrições! Por exemplo, as solteiras e as viúvas com renda própria podiam votar e as mulheres casadas precisavam da autorização do marido. Contudo, em 1934, essas restrições caíram e, depois, o voto feminino passou a ser obrigatório como o masculino.

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Ano que vem, começarão as eleições e, antes de votar, lembre-se das mulheres que lutaram para obtermos esses direitos! E como diria Bertha: “Recusar à mulher a igualdade de direitos em virtude do sexo é denegar justiça à metade da população“.

Espero que tenham curtido,
@maribarbozza

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