Ato à Marielle: ‘não confunda nossas lágrimas com fraqueza’

No Vão Livre do Masp, na noite da última quinta-feira, 15, Marielle Franco se fez presente mais uma vez - assim como em todo o Brasil e mundo.

Por Isabella Otto - 16 mar 2018, 12h41

Na noite da última quinta-feira, 15, uma série de atos à memória de Marielle Franco aconteceu em todo o Brasil: no Rio de Janeiro, em São Paulo, Salvador, Belo Horizonte, Curitiba, Natal, Amapá, Vitória, Brasília… Milhares de pessoas se reuniram não só para honrar o legado deixado pela vereadora do PSOL, assassinada na noite da última quarta-feira, 14, no centro do Rio, mas para protestar contra a Polícia Militar, o genocídio negro e o feminicídio.

Isabella Otto/Reprodução

A CAPRICHO participou do ato em SP, que aconteceu no Vão Livre do MASP (Museu de Arte de São Paulo), na Avenida Paulista, e notou que as pessoas não estavam apenas indignadas, com raiva, sem chão. Ela estavam com medo. Elas estão com medo. Desde 2016, há relatos de políticos e pré-candidatos mortos, principalmente em SP e no RJ. Candidatos que, como Marielle, incomodavam por ir contra a ultrapassada ideologia do patriarcado no poder. “Estamos aqui agora porque Marielle  Franco tinha um futuro imprescindível para as lutas, para o feminismo, para o movimento negro“, bradou uma garota no meio da avenida mais famosa de São Paulo.

Tiramos algumas fotos e destacamos algumas aspas ditas durante o ato que valem um momento de reflexão pessoal:

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“Marielle morreu porque denunciou a Polícia Militar.”

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“Ela inspirou muitas mulheres jovens.”

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“Todos nós sabemos que estamos expostos a isso.”

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“Não confundam nossas lágrimas com fraqueza.”

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“Isso que vai fazer a gente mudar a realidade(…) Vamos fazer o que a Marielle gostava de fazer. Vamos deixá-la orgulhosa!”

Para sexta-feira, 16, sábado, 17, e domingo, 18, estão marcados no mundo vários atos do movimento #MariellePresente. Até o momento, passeatas vão acontecer em Dublin, Londres, Nova York, Barcelona, Paris, Berlim, Bogotá, Lisboa e Madrid.  Após a notícia da morte da vereadora, alguns deputados da União Europeia pediram inclusive a suspensão da negociação dos países europeus com o Mercosul. “O assassinato de Marielle Franco pretende amedrontar os defensores dos direitos humanos, assim como influir nas eleições deste ano“, disseram parlamentares em documento oficial.

As investigações seguem sendo feitas e, parafraseando a cantora Maria Rita, “não se deve concluir nada precipitadamente. É preciso esperar que as investigações sejam finalizadas. Porque, de fato, o que se suspeita é assustador e sombrio demais“.

Demais…

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