A liberdade de curtir o verão do jeito que a gente é

Nossa colunista Ana Carolina conta que esse foi o primeiro verão em que se sentiu pronta do jeitinho que é: sem progressiva, com estrias e bem feliz!

Por Ana Carolina Pinheiro 20 jan 2018, 11h46
Promoção CAPRICHO Volta às Aulas 2018
Divulgação/CAPRICHO

Todo início de janeiro, eu viajava para o Litoral Sul de São Paulo com a minha família. Um mês antes da viagem, começava meu ritual de preparação para o verão. Rolava praticamente uma lista de coisas que eu precisava fazer para ficar “pronta” para a estação. Na época, como só usava o cabelo liso, a progressiva era um item obrigatório. A dependência era tanta que, além da química, comprava outros produtos que garantissem os fios lisos depois de entrar no mar ou na piscina. O volume, o frizz e o comprimento que o cabelo ficava quando estava seco jogavam minha autoestima lá pra baixo.

A liberdade de curtir o verão do jeito que a gente é
Arquivo Pessoal/Reprodução

O segundo item da lista era tentar dar um sumiço nas minhas estrias. Desde pequena, elas sempre estiveram lá, nos braços e nas pernas. E eu já fiz de tudo para tirá-las do meu corpo. Consultei inclusive um dermatologista e tentamos recursos que iam de ácidos a procedimentos estéticos bem dolorosos. Na hora que sentia dor, pensava que, pelo menos, ia conseguir usar uma blusa de alcinha na praia. Olha só o nível de loucura!

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E ainda tinha mais um item tenso: comprar roupas para a viagem. Eu tenho 1,74 m e visto manequim 44/46. Ou seja, não sou uma pessoa pequena. Achar um biquíni que caísse bem no meu corpo não era uma tarefa fácil, por isso recorria aos shorts para não me sentir tão exposta. Lembro que achava lindos aqueles biquínis de amarrar na lateral, mas nunca tive coragem de usar por conta do tamanho do meu quadril.

A liberdade de curtir o verão do jeito que a gente é
Arquivo Pessoal/Reprodução

Este ano, contudo, as coisas aconteceram de um jeito diferente. Bem diferente! Resolvi aproveitar o verão do jeito que eu sou e foi a melhor coisa que fiz! No lugar da progressiva, busquei produtos para não deixar o cabelo tão ressecado. Aliás, comprei shampoo, condicionador e creme da Shine Blue. Eles não definiram tanto o cacho, mas deixaram o cabelo muito hidratado. #fikdik

E, ao invés do short para esconder o meu quadril, comprei o tão sonhado biquíni de amarrar. Confesso que me senti um pouco ousada no começo, mas, no fim, já estava adorando. A sensação de andar na areia sem o short me escondendo foi libertadora. Sério! Sobre as estrias, juro que hoje até esqueço que elas existem. Acho que foi um processo de aceitação e respeito ao meu corpo. Entendi que os recursos estão aí para ajudar, mas ser reféns deles não é nada saudável.

E aí, vocês também se libertaram de alguma coisa neste verão? Se sim, me contem pelos comentários ou mandem um e-mail para anacarolipa16@gmail.com.

Beijo,
Ana Carolina

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