9 curiosidades sobre Lady Diana, eternizada como a “Princesa do Povo”

Na 4ª temporada de "The Crown" , Diana Spencer chega para se tornar protagonista da história, assim como fez em vida

Por Isabella Otto Atualizado em 16 nov 2020, 14h04 - Publicado em 16 nov 2020, 14h03
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CAPRICHO/Sestini/Reprodução

A 4ª temporada de The Crown estreou no último domingo, 15, e é possível dizer que a jovem Diana Spencer, que mais tarde se tornou a Princesa Diana, é a protagonista da vez. Impecavelmente, a atriz Emma Corrin reproduz em cena os trejeitos de Lady Di, que, no final dos anos 70, conheceu o Príncipe Charles, pressionado pela Família Real a se casar com uma moça que atendesse às exigências da Coroa (jovem, plebeia, virgem e autêntica). Diana, que até então era ajudante em uma escola e limpava a casa para a irmã Sarah, foi aprovada com unanimidade e, anos depois, casou-se com o Príncipe de Gales, numa cerimônia que foi assistida no mundo todo por 750 milhões de pessoas.

Lady Di descansando em sua casa, residência em Highgrove, Gloucestershire. Tim Graham Photo Library/Getty Images

O casório, contudo, estava fadado ao fracasso. Charles amava Camila Shand, hoje Duquesa da Cornualha, que estava casada na época com Andrew Parker. Diana sabia disso, mas, uma vez comprometida com a realeza, superou os obstáculos e as tristezas do dia a dia, e deu voz ao povo, às minorias e trabalhou desde o início para não ser apenas um rostinho novo; ser uma revolucionária dentro de um antigo regime monárquico! Ela conseguiu e ainda hoje é um dos nomes mundiais campeões em audiência. O que nem sempre é algo positivo, como veremos a seguir, mas é muito marcante quando encontramos pessoas com relevância que usam sua fama para atrair a atenção para causas até então marginalizadas pela sociedade.

Confira agora nove curiosidades sobre a trajetória de Diana Spencer, a Lady Di, eternizada como a “Princesa do Povo”:

1. Ela era 12 anos mais jovem que o Príncipe Charles quando se casou com ele

Diana Spencer conheceu Charles Philip quando tinha 18 anos de idade. Ela era irmã de Lady Sarah Spencer, com quem o príncipe teve um breve relacionamento – apesar de The Crown dar a entender que eles eram apenas amigos coloridos. Ela ficou noiva e casou-se aos 19, em 29 de julho de 1981. Muito jovem, ela, inicialmente, ficou encantada com o conto de fadas que estava prestes a viver, mas, aos poucos, foi percebendo que a vida podia ser solitária, mesmo sendo rodeada por paparazzi e fãs, e que nem sempre casamentos na monarquia aconteciam por amor.

Príncipe Charles com Diana, sua noiva, no Castelo de Balmoral, na Escócia. Foi lá que ela passou pelos “testes” e foi aprovada pela Rainha Elizabeth e por seu marido, Philip, o Duque de Edimburgo. Tim Graham Photo Library/Getty Images

2. Recusou-se a jurar obediência ao marido no altar

É possível dizer que Diana foi o primeiro sopro de uma rebeldia que a monarquia inglesa estava precisando. Apesar de ter começado um pouquinho antes, foi no altar que ela oficializou sua revolução, ao alterar o tradicional discurso em que as esposas faziam para os maridos, jurando, entre tantas coisas, obedecer o parceiro. Muitas vezes, essa obediência era entendida como submissão. O filho de Lady Di, William, e Kate Middleton acataram as mudanças feitas por Diana no texto matrimonial quando se casaram três décadas depois.

3. Sofria de bulimia

Antes de o terceiro episódio da 4ª temporada de The Crown começar, um aviso aparece na tela: de que cenas retratando distúrbios alimentares, que poderiam ser gatilho para algumas pessoas, seriam mostradas. Essa foi talvez a única exigência feita à Netflix por Emma Corrin, que interpreta a Princesa Diana no seriado. A atriz inglesa queria que a bulimia de Diana fosse mostrada de forma honesta: “Se íamos mostrar, que não fosse só uma alusão(…) A própria Diana foi muito sincera sobre sua experiência, algo impressionante na época“, disse em entrevista. Relatos de Diana sobre o transtorno serviram para alertar as pessoas sobre a gravidade dos distúrbios alimentares e como eles precisam ser abordados de maneira sincera e responsável. “Eu chegava em casa e era muito difícil saber como confortar a mim mesma depois de passar o dia confortando outras pessoas, então eu pulava para a geladeira. Estava pedindo socorro, mas dando os sinais errados(…) A autoestima está baixa e você se sente sem valor. Você enche o estômago quatro ou cinco vezes por dia, talvez mais, e isso te conforta. Mas é só temporário. Depois, você sente nojo do seu estômago e põe para fora. É repetitivo e destrutivo“, relevou a Princesa de Gales em entrevista à BBC em 1995.

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Princesa Diana visitando mina em 1997, na Angola. Na sequência, ela visitou um centro de tratamento de trabalhadores vítimas de acidentes em minas. Anwar Hussein Collection/Getty Images

4. Apoiava mais de 100 instituições de caridade

Lady Di era bastante ativa no voluntariado e moldou os padrões atuais de engajamento da Família Real Britânica. Diana, por exemplo, assistia à causa da International Campaign to Ban Landmines, uma campanha que lutava para banir minas terrestres – que, inclusive, chegou a vencer o Prêmio Nobel da Paz. Além disso, ela foi uma das pessoas que ajudaram a desmitificar o vírus da Aids. A Princesa de Gales organizou em 1987, quando pacientes com HIV e a doença eram bastante marginalizados pela sociedade, uma visita a um centro de tratamento e, sem luva, o que era algo chocante na época, cumprimentos os pacientes soropositivos com apertos de mão e abraços. Nos anos 80, várias pessoas achavam que o vírus da Aids podia ser transmitido pelo toque. A atitude de Diana ganhou os jornais, como quase tudo que ela fazia, e contribuiu para a desmitificação dessa fake news.

5. Leiloou seu guarda-roupa para arrecadar fundos para a caridade

Dois meses antes de sua morte, que aconteceu em 31 de agosto de 1997, a princesa disponibilizou em um leilão alguns de seus vestidos icônicos para arrecadar fundos para as instituições Royal Marsden Hospital Cancer Fund e AIDS Crisis Trust, que lutavam no combate ao câncer de mama e à Aids. Não é preciso nem dizer que milhões de libras foram acumuladas, né? Uma das peças, vendida por £100 mil, foi o vestido azul de veludo, modelo ombro a ombro, de Victor Edelstein, que Lady Di usou em 1985, em visita à Casa Branca, nos EUA, quando dançou com John Travolta.

Diana dançando com John Travolta, vestindo seu icônico vestido azul de veludo, em 9 de novembro de 1985, durante evento organizado por Ronald Regan, presidente dos EUA. Anwar Hussein/WireImage/Getty Images

6. O Elton John era um de seus melhores amigos

A “Princesa do Povo”, como era conhecida, se tornou amiga de algumas personalidades da mídia, como o cantor Sir Elton John. Em 2017, quando a morte de Diana completou 20 anos, o artista postou em seu Instagram que “o mundo havia perdido um anjo”. No funeral de Lady Di, foi Elton que cantou em homenagem à amiga, numa apresentação emocionante. A música foi Candle In The Wind, do álbum “Goodbye Yellow Brick Road”, lançado em 1973. Ele, na ocasião, alterou a letra de “Adeus, Norma Jean” para “Adeus, Rosa da Inglaterra”. Outras partes da canção também dizem: “Você possuía o encanto de se manter de pé enquanto todos à sua volta rastejavam” e “A solidão era difícil, foi o papel mais difícil que você encenou”; o que caiu como uma luva para retratar a história de Diana Spencer. É importante destacar que Elton John também sempre lutou em causas de combate à Aids, tendo fundado em 1993 a Elton John AIDS Foundation.

7. Foi a primeira princesa a levar os filhos para a Disney

Superprotetora, Lady Di cuidava de perto dos seus filhos, William e Harry, levando-os à escola, para comer no McDonald’s e também para o Walt Disney World, na Flórida, nos EUA. Ela também batia bastante de frente com a Imprensa quando os paparazzi invadiam a privacidade dos garotos, colocando-os em risco. O próprio Duque de Cambridge, hoje com 38 anos, disse que a mãe “sempre tentava viver uma vida normal”. Na Disney, por exemplo, nada de regalias. Filhos e mãe esperavam normalmente nas filas para as atrações, como qualquer outro turista por lá.

8. O jornalismo de celebridades que existe hoje deve muito a ela

Lady Di, até hoje, é um dos nomes que mais dá audiência na mídia. Por ter vindo de família nobre, mas de fora da realeza, a Imprensa a tratava como sendo da plebe, o que motivou o apelido de “Princesa do Povo”. Diana foi perseguida por paparazzi e fãs desde o primeiro dia em que foi cogitada para se tornar a esposa do Príncipe Charles. A perseguição era constante e, até nos momentos de lazer, quando só queria curtir com a família e os amigos, Di tinha que lidar com jornalistas e fotógrafos invasivos. A situação toda era tão caótica que, no funeral de Lady Di, Earl Spencer, seu irmão, disse que a Imprensa foi a culpada pela sua morte (Diana morreu em uma acidente de carro, em Paris, enquanto era perseguida por paparazzi). Hoje, sites famosos especializados em fofocas de celebridades, como o Just Jared e o TMZ, por exemplo, devem muito ao legado deixado por Diana – e cabe a nós questioná-lo e decidir até que ponto ele pode ser nocivo para nós, para a profissão e para os famosos em questão.

Lady Di interagindo com fãs durante viagem para o Canadá, em maio de 1986. Diana era aclamada no mundo todo! Georges De Keerle/Getty Images

9. Tem muitos memoriais dedicados a ela

Enterrada em Althorp House, em Northampton, mansão no interior da Inglaterra que Diana viveu com Charles até se casarem, outros memoriais foram construídos em homenagem à princesa. Em Londres mesmo existe a fonte Memorial de Diana, que fica dentro do Hyde Park, ao sul do Lago Serpentine. Em Paris, a estátua Chama da Liberdade, apesar de ter sido criada inicialmente para celebrar a vitória de Napoleão III, foi rebatizada em homenagem à princesa. Constantemente, há fotos e flores no local para manter viva a memória de Diana, pois foi no túnel sob o monumento que ela morreu anos anos 90.

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