5 cidades belgas para viver experiências gastronômicas incríveis

Um lugar mais lindo que o outro. E tem chocolate belga!

Por Marcela Bonafé Atualizado em 5 jan 2017, 18h04 - Publicado em 5 jan 2017, 18h01

Importância política na Europa, gastronomia incrivelmente boa, pessoas muitíssimo simpáticas e paisagens maravilhosas: você deveria conhecer a Bélgica algum dia. A Mariana Liz, de 20 anos, teve a sorte de passar 10 meses por lá estudando, então nada mais justo do que dar várias dicas para a gente, né?! Ela escolheu cinco cidades pelas quais vale muito a pena dar uma passadinha e conta o porquê.

Apesar de elas serem diferentes entre si, algumas coisas são comuns ao país todo, como a culinária. “A comida é maravilhosa e tem mutias gordices. Se quiser ir, tem que esquecer a dieta e as calorias por um tempo“, já adianta a estudante. Sabia, por exemplo, que o waffle e a batata frita surgiram lá? Mas é preciso prestar atenção em um detalhe: “Se for pedir as batatas em inglês, não diga french fries, porque eles ficam muito bravos, já que elas são belgas e não francesas. Peça por frites, que são só fritas mesmo”, conta. Mexilhões também são bem típicos no país e, é claro, o famoso chocolate belga também bomba por lá.

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1. Bruxelas
A capital do país não poderia ficar de fora. Além de possuir as três línguas oficiais (francês, alemão e holandês), também se fala bastante inglês. “Tem muita gente de vários países morando lá. Então, você tem acesso a mutias culturas em um só lugar“, Mari destaca. “Outra coisa é que lá é um lugar de centros políticos muito importantes, como a União Europeia. Você pode, inclusive, visitá-la“, completa.

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Se você não for muito fã de política, contudo, tem muitas outras coisas legais para vivenciar. “A Bélgica, em geral, tem muitas histórias em quadrinhos e desenhos animados, e isso está inserido na cultura deles. Foi lá que os Smurfs e o Tintim surgiram, por exemplo. Eles reproduzem essas histórias e esses personagens nas paredes dos prédios na cidade inteira. É muito legal!”, aponta. Também é comum encontrar músicos de rua por todos os lados, principalmente tocando jazz e blues.

Um ponto turístico que não tem como não ir é a Grand Place. “Antigamente, o local era o centro da cidade, então todos os bancos e a prefeitura ficavam localizados ali. Exatamente por isso as lojas por lá são bastante boas e os restaurantes, como o famoso Hard Rock Cafe de Bruxelas, também”, conta. Mari ainda recomenda que você entre em um café e fique observando a praça: “É uma sensação muito boa!”.

À esquerda, a vista do Atomium; à direita, a maquete da Torre de Pisa na mini Europa.
À esquerda, a vista do Atomium; à direita, a maquete da Torre de Pisa na mini Europa.

O outro passeio de Bruxelas que a Mari indica é o Atomium, uma construção que tem o formato que imita um átomo. Por dentro, você vai passando de uma esfera à e vê várias coisas legains, como exposições. Na esfera do topo, tem um restaurante! Ao lado do Atomiumm tem a mini Europa, também é legal conhecer. É um lugar com maquetes grandes de vários pontos turísticos de países europeus. Antes de irmos para o próximo destino, ela sugere: ” Ande, explore, entre em várias ruazinhas, que sempre vai ter alguma novidade”.

2. Bruges
Conhecida como a Veneza do norte da Europa, a cidade é muito linda. O que a Mari mais curtiu foi andar de barco pelos canais e ver as antigas construções: “No caminho, os guias vão contando a história das casas e como elas foram construídas”, relembra. Assim como todas as principais cidades da Bélgica, Bruges também tem uma praça central: “Ver o pôr do sol lá é lindo. Fica refletindo de uma forma que os prédios ficam dourados”.

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Apesar de a cidade ter vários bares e festas legais, o local é mais tranquilo e dá para conhecer bastante coisa em um final de semana. Para chegar lá, você pode pegar um trem de Bruxelas. Já para se locomover na cidade, a estudante recomenda um meio de transporte sustentável, econômico e maravilhoso: a bicicleta! “Tem bastante lugar para alugar, porque as cidades ao norte da Bélgica são bem planas na parte holandesa, então o pessoal tem muito esse costume”. Que demais!

3. Antuérpia
Pensa em um lugar onde tudo funciona!? Pois é. Antuérpia é a cidade mais rica da Bélgica, então a organização, os prédios, as pessoas, tudo é muito otimizado. (risos) Além disso, ela é linda! “Os prédios são muito antigos e todos eles permaneceram bem conservados. Hoje, são utilizados como endereços para lojas bastante famosas. Vale a pena”, destaca Mari.

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Por lá você também encontra vários bares, que é legal sentar no fim da tarde. Andar de bicicleta pela Antuérpia também garante vistas lindas, mas tem um pequeno probleminha: “As bicicletas são para pessoas ‘do tamanho de holandeses’, que são muito altos. Então, como eu sou baixinha, quase nem conseguia alcançar direito o pedal. Cuidado para não cair!“, diverte-se a viajante.

4. Liège
É uma cidade grande da Bélgica, com quase 600 mil habitantes, e fica na parte francesa. O endereço marcou bastante, pois Mariana costumava a visitar muito Carré, uma vila com restaurantes, cafés, bares e lojinhas legais. “A vida noturna da cidade é muito forte e tem muito estudante por lá, então é um lugar bem movimentado”, conta.

À esquerda, a estação de trem; à direita, o Carré
À esquerda, a estação de trem; à direita, o Carré

“Tem mutias casas de ópera importantes lá, o que dá um apelo cultural para quem for visitar. Um lugar a conhecer também é a estação de trem, que é bem moderna e contrasta com a arquitetura antiga“, recomenda. “Liège ainda tem feiras folclóricas em outubro, com comida e coisas típicas, que é bem legal”, completa. Outro passeio que ela recomenda é conhecer as igrejas do local. “Um detalhe curioso é que por lá as pessoas já mudam um pouco, porque é da parte francesa. A aparência é diferente e o idioma muda. Nem todo mundo fala inglês, principalmente os mais velhos“, finaliza.

5. Mons
Mari já avisa que a cidade não é nada óbvia: “Você não encontraria essa sugestão em roteiros de viagem, mas vale a pena. Diferente das outras cidades que citei, Mons é bem pequena, com aquele clima de cidade do interior, o que é bem gostoso”. A estudante conta ainda que o local é bom para passear, com várias feirinhas, bandas de rua e até um parque de diversão.

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Ah, e se quiser garantir sorte na vida, em Mons existe uma crença popular que os turistas costumam adotar também. “Tem uma construção meio barroca, que é a Câmara Municipal, e na parte da entrada principal tem um macaco de ferro, que é o mascote da cidade. Para dar sorte, tem que passar a mão no macaquinho”, Mari dá a dica. Por que não, né?! Outro detalhe interessante da cidade é que por lá as comidas são beeeem baratinhas.

Para finalizar, a Mari da uma dica muito útil que vale para o país todo: “Quem tem até 25 anos pode comprar o Go Pass. Ele custa 50 euros e com ele você pode fazer 10 viagens de trem. Vale muito a pena e é uma baita de uma economia, porque quanto mais longe um lugar fica do outro, mais cara é a passagem. Às vezes só uma viagem custa 25 euros, então ter o Go Pass é vantajoso”. Partiu, Bélgica?

 

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