15 lições de humanidade que “Harry Potter” ensina para o mundo

Nesta sexta-feira, 31, o bruxo ~que tem os olhos da mãe~ completa 40 anos! E ele já nos ensinou tantas coisas, né?

Por Isabella Otto - Atualizado em 2 ago 2020, 18h40 - Publicado em 31 jul 2020, 10h20

Em meio a lutas antiraciais, contra a LGBTfobia e por igualdade de gênero, algumas pessoas insistem em ir na contramão do bom senso, do respeito e da tolerância, promovendo discursos de ódio, defendendo a supremacia branca e heterossexual, e o machismo. Traçando um paralelo com Harry Potter, é como se o lado das trevas não encontrasse a luz e continuasse celebrando a presença dos dementadores, que se alimentam de tristeza.

Estamos com medo de olhar para o céu e nos deparar com a Marca Negra Reprodução/Reprodução

O que acontece é que, na maioria das vezes, as pessoas colocam questões religiosas, políticas e econômicas acima de questões humanas. São coisas simples, que vêm com a sensatez, mas que estão se perdendo. Nunca é tarde demais para recorrer ao Harry e reaprender algumas lições básicas. Aliás, você sabia que é cientificamente comprovado que potterheads são mais tolerantes com as diferenças? Tudo por causa do paralelo entre o mundo bruxo e o trouxa.

1. Nunca se esqueça de uma amizade verdadeira
Pode parecer uma história sobre magia, horcruxes, bem e mal, mas, na verdade, Harry Potter é sobre amizade.Você se lembra de quando Ron brigou com Harry, achando que seu melhor amigo havia mentido para ele sobre ter colocado seu nome no Cálice de Fogo? Apesar da desavença, na hora em que Potter mais precisava de sua ajuda, Weasley o ajudou, mesmo que à distância. É sobre não abandonar aquelas pessoas que são importantes demais para serem deixadas de lado no meio do caminho.

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2. Agradeça quem um dia te ajudou
Era para Cedrico ser o único representante de Hogwarts no Torneio Tribuxo, mas eis que Harry Potter surgiu e se tornou o segundo campeão da escola. Ele podia ter entrado na onda de seus amigos lufanos, mas se lembrou de que o grifinório o avisou sobre o primeiro desafio da competição. Nada mais justo, então, do que alertá-lo sobre o segundo. Não, Cedrico não devia nada para Harry, apesar de muitos pensarem o contrário. Mas ele foi humano o bastante para fazer o bem sem olhar a quem!

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3. Nunca é tarde demais para se tornar alguém melhor
O que hoje parece certo amanhã pode se tornar errado. E não há problema em mudar de opinião, principalmente se você estiver um passinho mais perto de se tornar uma pessoa mais evoluída. O que isso significa? Que a marca negra ainda pode estar estampada na sua pele, mas não está mais no seu coração. Obrigada, Snape, por ser um personagem tão humano e tão interessante de se acompanhar!

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4. Escravidão é algo cruel
Não existe nenhuma desculpa que torne o argumento da escravidão aceitável. Nem ontem, nem hoje, nem nunca! Dobby é um elfo doméstico que, até ser libertado por Harry, pertencia à família Malfoy. Assim como tantos outros elfos, ele era menos que um empregado; ele era um escravo. Não pensava nem tinha opinião própria. Ele só obedecia. Essa ainda é, infelizmente, a realidade de tantas pessoas ao redor do mundo…

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5. Muitas pessoas pagam por crimes que não cometeram
Hagrid foi expulso de Hogwarts no terceiro ano letivo após ser incriminado injustamente por Tom Riddle. O meio gigante já sofria preconceito por sua condição e se tornou ainda mais marginalizado após a expulsão. O guarda de caça representa todos aqueles que já tentaram fazer o que era certo, mesmo que em condições desfavoráveis, e acabaram sendo prejudicados por um bem maior – que, muitas vezes, a gente nem sabe exatamente o que significa.

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6. Nem sempre valentia é sinal de confiança
Nos primeiros livros e filmes de Harry Potter, Draco Malfoy parece um menino confiante e até um pouquinho metido. Com o tempo, a gente percebe que o garoto de cabelo platinado é, na verdade, apenas uma vítima do meio em que vive. Ele consegue, porém, enxergar os próprios erros e se tornar alguém melhor. Mas quantas autoridades por aí não tentam justificar seus erros usando a desculpa de que “as condições as obrigaram a tomar tal atitude”?

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7. Você sempre pode lutar contra injustiças que acontecem diante de seus olhos
Quando Dolores (cara de sapo) Umbridge demitiu Sibila Trelawney publicamente, ofendendo e envergonhando a professora de adivinhação no meio de todo mundo, Dumbledore ficou ao lado de sua funcionária, assim como Minerva McGonagall. Não feche os olhos para as injustiças que são cometidas na sua frente. Seja a diferença nesse mundo cheio de semelhanças!

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8. Muitas guerras ocorrem sem um motivo aparente
Quantas brigas por aí começam por um motivo bastante mesquinho e acabam virando uma bola de neve, se perdendo no meio do caminho? Quantas brigas se transformaram em algumas das maiores guerras de todos os tempos? Quantas vítimas inocentes essas guerras já fizeram?

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9. O conservadorismo extremo é assustador
Você já ouvir falar que exageros sempre são ruins, né? Isso vale para tudo na vida. Dolores Umbridge é o tipo de pessoa conservadora ao extremo. Ela não aceita nada que é minimamente diferente do que acha ser correto – e não aceita inclusive que digam que ela está errada. Não seria nada surpreendente se encontrássemos a bruxa desfilando com seus looks rosés nos atos que ocorreram em Charlottesville…

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10. Acreditar na sociedade é preciso
Por mais impossível que pareça, nós não podemos jogar a toalha. Aberforth Dumbledore estava quase entregando os pontos, mas ele percebeu que não estava sozinho e que tinha mais um monte de gente maravilhosa tentando tornar o mundo um lugar melhor e mais tolerante para todos. Olhe ao redor! Nem tudo é uma sucessão de maldições imperdoáveis.

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11. Todo trabalho é digno
Lucius Malfoy, pai de Draco, pode até zombar da posição de Arthur Weasley no Ministério da Magia, mas o pai dos ruivinhos nunca se sentiu envergonhado por assumir cargos que não fossem assim tão cobiçados pela maioria. Não há vergonha nenhuma em trabalhar na seção de Controle do Mau Uso dos Artefatos dos Trouxas, viu?

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12. Qualquer tipo de intolerância é odiosa
Cada pessoa é única, tem suas particularidades, seus gostos e suas crenças. Não cabe a você julgá-la, mesmo que não concorde com o jeito que ela leva a vida. O mundo seria um lugar tão mais bonito se as pessoas aceitassem umas as outras como elas são! Afaste esses “narguilés” da sua cabeça!

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13. É algo bastante cruel não ter suporte familiar
Talvez essa seja uma das piores coisas do mundo! Não importa quem ou como seja a sua família: Dursleys, Weasley, Black, Dumbledore… Ela é a sua base.

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14. Valorize aquilo que o torna único
Porque são exatamente essas particularidades que te fazem especial. E não deixe ninguém te convencer do contrário, viu? É claro que nem sempre é assim tão simples aceitá-las. Veja, por exemplo, Remus Lupin. Lidar com a Lua Cheia é uma tarefa cheia de altos e baixos. E a Ninfadora Tonks já ganhou muitos apelidos dos quais não gostava. Mas daí veio o destino e os uniu. Talvez essa seja outra lição de humanidade reforçada por Harry Potter: a gente precisa do outro, a gente precisa saber viver em sociedade.

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15. O amor é a magia mais poderosa do mundo
Para encerrar a lista, a lição mais básica de todas: pratique o amor. Ele não mata nem oprime. Ele só salva vidas! Você quer ser o menino que sobreviveu ou aquele que precisou se alimentar de sangue de unicórnio para ter uma simplória sobrevida?

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Qual foi a mensagem mais importante que Harry Potter te ensinou? Que outra lição você adicionaria à lista?

 

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