11 segredos e curiosidades sobre a sua vagina

Sabia que ela pode se expandir em até 200%? Confira essas e outras curiosidades sobre uma de suas melhores amigas! ;)

Por Marcela Bonafé - 19 nov 2018, 10h00

Você já olhou a sua vagina hoje? Parece uma pergunta até um pouco estranha, mas a gente jura que não é. Na verdade, a vagina é uma parte de corpo com a qual você convive diariamente, mas com certeza não conhece por completo. Até porque, muitas vezes, nós meninas somos ensinadas a não conhecer este órgão sexual. São vários detalhes que vão desde os cuidados básicos até a questão da virgindade. Por isso, montamos um manual com as informações e curiosidades importantes sobre “ela”.

1. Como higienizá-la corretamente?
A higiene íntima é extremamente importante e precisa ser feita diariamente. Mas será que você está fazendo do jeito certo? “A lavagem deve ser apenas externamente, na região da vulva. Nunca use duchas dentro da vagina”, alerta Rose Villela, psicóloga e sexóloga. Nossa “amiga” produz uma acidez natural que a protege contra microrganismos como fungos e bactérias, que podem desencadear algumas doenças bem chatinhas. A doutora Rose ainda destaca que, hoje, existem sabonetes íntimos que são próprios para manter o pH ácido. Pode usar sem medo!

Reprodução/Reprodução

2. Existem vários tipos e tamanhos?
Sim. Por isso, se você perceber que o seu lábio vaginal esquerdo é diferente do direito, não se assuste. Isso é normal! O formato da vagina de uma mulher nunca é igual ao de outra. “A diversidade de formas apenas demonstra que os corpos humanos têm várias possibilidades e que não existe um padrão”, conta o psicoterapeuta sexual do Instituto Paulista de Sexualidade Oswaldo Rodrigues. Existem vários tipos de vaginas, então pode ser que uma pessoa tenha os lábios internos maiores que os externos, ou que o clitóris seja maior e mais exposto. A doutora Rose Vilella explica que até existe cirurgia para mexer no tamanho dos lábios, mas que para fazê-la é preciso ter indicação médica.

3. É normal ter corrimento?
Uhum. E é por isso que muitas mulheres gostam de usar protetores diários. Mas alguns tipos de corrimento, principalmente os malcheirosos, podem indicar que há algo errado acontecendo. Tudo depende da consistência, da cor e do odor. “Toda mulher tem corrimento e ele muda ao longo do mês. Pode ser com o aspecto pastoso ou mais líquido e fluido”, explica a doutora Rose Villela. Por exemplo, é muito comum que nos dias que antecedem a menstruação, você perceba um líquido bem consistente, parecido com clara de ovo. Quer dizer que você está fértil e vai ovular em breve! Legal, né? Agora, se o líquido estiver esverdeado ou amarelado, tiver com cheiro forte e, em alguns casos, for acompanhado de coceira ou ardência na região íntima, marque uma consulta no ginecologista. Pode estar rolando uma infecção causada por fungos por aí!

4. Posso usar o mesmo absorvente o dia todo?
Jamais! Os absorventes são seus aliados ~naqueles dias~, mas exigem atenção. É muito importante que tanto o interno quanto o externo seja trocado de quatro em quatro horas, no máximo! “Manter o absorvente cheio de sangue pode causar facilmente assaduras e até facilitar o desenvolvimento de bactérias na vulva ou na vagina”, reforça o psicoterapeuta Oswaldo Rodrigues.

5. É verdade que dormir sem calcinha faz bem?
Como qualquer outro órgão do corpo, a vagina precisa de alguns cuidados. Além da higienização diária, como explicamos no primeiro tópico da matéria, é importante deixá-la respirar. Ou seja, evitar ficar usando roupas quentes ou que apertem muito. Dê preferência para as calcinhas de algodão e também tente dormir sem a calcinha. Sim, isso é uma recomendação médica e não apenas uma lenda urbana! O Dr. Rodrigues conta que nós também transpiramos na vulva, região externa da nossa “amiga”. Então, se você ficar muito tempo com o local abafado, pode acabar causando a fermentação do suor, o que pode deixar a sua pele assada, machucada e mais suscetível a micro-organismos do mal, que gostam de ficar em lugares quentinhos.

Continua após a publicidade
Reprodução/Reprodução

6. Quais são as regiões que dão mais prazer?
Muitas! Então, vamos por partes. O famoso clitóris é a parte mais sensível da região íntima. “Ele fica do lado externo, como se fosse um botãozinho logo no início da vulva, onde os lábios internos formam um V invertido”, explica a sexóloga Rose Villela. A função do clitóris é dar prazer à mulher e possibilitar que ela chegue ao orgasmo. Por ficar do lado de fora, também é a parte mais fácil de estimular. Vamos imaginar que a vagina é um bolo e que o clitóris seja a cereja dele. Mas vale destacar que clitóris e Ponto G são coisas diferentes, ok? E, de acordo com o psicoterapeuta sexual Oswaldo Rodrigues, apenas uma a cada três mulheres reconhece esta área misteriosa

7. Qual é o melhor tipo de depilação?
Essa é uma questão muito pessoal. Tem gente que prefere depilar tudo, investir em um desenho, apenas aparar os pelinhos… Como hoje existem os sabonetes que regulam a acidez da região, não é necessário ter aquela velha preocupação de deixar um pouco de pelo para proteção. Quanto ao método de depilação, também não existe um melhor que o outro. Tudo vai depender da sua preferência. Se quiser a depilação definitiva, vale apostar no laser ou na luz pulsada, por exemplo.  A única ressalva é com relação à cera. Cheque sempre a procedência do produto. Ela precisa ser bem limpinha e nunca reutilizável, para evitar irritações e infecções. Com ou sem pelo, a decisão é sua!

Reprodução/Reprodução

8. É preciso exercitar a região íntima?
As pessoas frequentam academias para fazer exercício e fortalecer os músculos, certo?! Mas você sabia que também rola fazer exercícios para a vagina? Não na academia, é claro, mas existem lugares especializados em pompoarismo (a musculação da vagina) e você, depois de aprender, pode praticar em casa mesmo. “O pompoarismo, também conhecido como exercício de Kegel ou perineais, são ótimos para a mulher, pois mantém a musculatura tonificada, melhorando o desempenho sexual e evitando futuramente incontinência urinária”, conta a psicóloga Rose Villela. Mas, é claro, os exercícios não são obrigatórios.

9. Quando exatamente perdemos a virgindade?
Muita gente costuma considerar que a perda da virgindade acontece quando o hímen é rompido. A Dra. Rose explica que essa membrana elástica fica na entrada da vagina e tem um furinho por onde passa a menstruação. Ele pode ser rompido durante a penetração, mas isso nem sempre acontece, porque, às vezes, ele pode ser mais elástico e resistente. Por isso, o Dr. Oswaldo admite que algumas pessoas defendem que a perda de virgindade vem com qualquer tipo de sexo (até mesmo o oral), não precisando haver necessariamente penetração. Aí é com você: qual é a sua opinião?

Reprodução/Reprodução

10. Quando a vagina para de se desenvolver?
Bom, esta é uma questão complicada. Teoricamente, dos 9 aos 14 anos, o corpo entra na puberdade e passa por transformações. Então, é na adolescência que o desenvolvimento básico da vagina termina. Mas o Dr. Oswaldo conta que ela continua se desenvolvendo e mudando durante toda a vida. “A falta de atividades sexuais de penetração provocam atrofia dos tecidos e músculos, por exemplo”, conta. Por isso, ela nunca para totalmente. Lacradora!

11. Ela aumenta de tamanho?
Sim, e é justamente por isso que nós, mulheres, podemos optar pelo parto normal, por exemplo. Mas durante a relação sexual, ela também se expande. A profundidade de uma vagina varia de 7,5 a 10 cm, mas ela pode se expandir em até 200%! Com o passar do tempo, essa elasticidade vai se perdendo, mas não é algo com o qual você precise se preocupar. Assim como você também não precisa se preocupar com os gases vaginais. Sabe aqueles puns que parecem sair pela frente? Eles são completamente naturais, inclusive durante o sexo. Sem neuras!

Um mundo de descobertas, não?

 

Continua após a publicidade
Publicidade