Existe idade certa para começar a pintar o cabelo?

A CAPRICHO esclareceu a dúvida com um especialista em corte e coloração; vem conferir!

Por Nivia Passos 6 abr 2026, 14h00 •
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eu vontade de transformar o visual mudando a cor do cabelo? Do platinado ao preto, passando pelas diversas nuances de castanho e ruivo, não faltam opções de colorações para dar um up nas madeixas — seja com uma coloração global ou com reflexos. Mas, por se tratar de uma química, será que a tintura pode ser feita em qualquer idade?

Para tirar essa dúvida, conversamos com Chris Luq, especialista em corte e coloração, que deu sua resposta e mais dicas sobre o cuidado com os fios. Confira:

Estrutura do fio é o mais importante

Para o especialista, mais que determinar uma idade específica, avaliar a estrutura do fio é que vai indicar se o cabelo está preparado para um procedimento químico como a coloração. Isso quer dizer que ele precisa estar fortalecido e nutrido para passar pela transformação sem riscos de quebra, queda, ressecamento excessivo ou excesso de elasticidade.

No entanto, levando em conta essa lógica e o crescimento capilar, ele faz um alerta para o processo antes dos 12 anos. “Teoricamente, até essa idade o cabelo ainda está em fase de crescimento. Além disso, o couro cabeludo é mais impermeável nesse período, ou seja, absorve mais os produtos”, explica.

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Tonalizantes e tintas superclareadoras no lugar da descoloração são opções  recomendadas

Mesmo que a estrutura do cabelo esteja preparada para o procedimento, o cabeleireiro aponta que o mais indicado é começar por um caminho mais seguro em vez de encarar produtos considerados agressivos. “Tonalizantes de pigmentação direta são ótimos. Mas, para quem quer clarear com muita estabilidade, eu recomendo as tintas superclareadoras. Existem versões extremamente equilibradas, que conseguem abrir o tom mantendo a integridade do fio. É uma alternativa muito mais gentil que já usar o pó descolorante de cara”, indica.

Ele alerta que a reação aos corantes é um dos maiores riscos, principalmente na mudança para tons escuros. Por isso, além da avaliação da mecha, é fundamental que o teste de toque não seja ignorado.  “Aplicamos o produto na dobra do braço ou atrás da orelha com um band-aid 48h antes. Isso é o que evita alergias graves. Eu sou bem cauteloso com produtos que têm carga de pigmento muito alta, especialmente em quem já tem pele sensível ou atópica”, explica.

Cuidados necessário antes e depois da coloração

Para quem está pensando em pintar os fios, o cabeleireiro também recomenda uma atenção extra aos cuidados pré e pós-coloração. Com eles, o cabelo fica fortalecido e bem cuidado para passar pelo procedimento e repõe os nutrientes que foram perdidos depois da química. Anote as dicas do especialista:

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“Uma semana antes, é importante nutrir bastante. E o teste de mecha é obrigatório, não tem conversa! No after, o foco muda para a reconstrução e nutrição. Indico produtos que devolvam a massa que o fio perde no processo. E uma regra de ouro: protetor térmico sempre. Se vai usar secador ou chapinha, tem que proteger”.

Na dúvida? Alternativas para mudar o o cabelo sem coloração

Mesmo com todas as dicas, se quiser esperar mais um pouco para pintar os fios — principalmente se você já faz algum procedimento químico, como relaxamento e progressiva, por exemplo —, o ideal é recorrer à outras possibilidades para mudar o look. Chris Luq indica o caminho: “Eu adoro os “fios de fada” (hair tinsel), que dão um brilho super lúdico, ou extensões de tic-tac para brincar com cores pontuais. Mas, como profissional, a minha maior dica é sempre um corte com design. Um corte moderno, com camadas e movimento, transforma o rosto e traz uma atitude nova sem precisar mexer na cor do fio”, finaliza.

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