‘Psicanálise pura’: Garotas exaltam ‘olhar terapêutico’ de NandaTsunami

Uma das vozes mais promissoras do rap feminino fala sobre amor e autoestima de um jeito que inspira e fortalece

Por Redação Capricho 14 abr 2026, 20h03 •
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ão é à toa que NandaTsunami é uma das vozes mais promissoras do rap feminino. Além da atitude, ousadia e criatividade que a destaca, o olhar terapêutico que a cantora traz em suas letras tem criado um diálogo e uma conexão especial com garotas, que também estão no processo de cuidar e priorizar a autoestima e a saúde emocional.

Fãs apontam que muitas ideias e posicionamentos trazidos por ela, inclusive, carregam conceitos ligados à psicanálise. Um exemplo disso é o trecho de uma música de Nanda que ainda nem lançou mas já tem viralizou nas redes. Nele, ela diz: “Naquela última noite que por você eu chorei, eu percebi que era meu todo aquele amor que eu te dei. O que brilhava no seu olho era o reflexo dos meus. O que eu amei em você era algo que não era seu. Então, eu tô indo embora levando o sol comigo.” 

Algumas análises nas redes associaram a letra ao pensamento de Freud, que diz que projetamos no outro aquilo que gostaríamos de encontrar em nós mesmos, e isso gera uma superestimação do ser amado.

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Em entrevista anterior à CAPRICHO sobre o álbum ‘É Disso Que Eu Me Alimento’, a cantora contou que o processo de composição se tornou um espelho de autoconhecimento. “Eu queria entender minhas próprias responsabilidades e os meus padrões. E, conforme os meses foram passando, fui vivendo novas situações, paixões e até obsessões. Eu era uma pessoa que se apaixonava de forma muito intensa, quase obsessiva, e comecei a querer entender como isso funcionava em mim.”

“Quando você enxerga algo dentro de si, não dá mais pra fingir que não viu. Às vezes você tá repetindo um hábito ruim sem perceber, mas a partir do momento em que toma consciência, não dá pra continuar igual”, continuou.

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Segundo ela, falamos muito de amor, mas de um jeito distorcido, quase sempre vindo de um lugar de carência. Eu quis mostrar o amor como essa força que transforma”. “Eu quero que as meninas mais novas entendam que o amor é potente, mas que é importante sentir com consciência e responsabilidade. Antes de entregar o nosso amor pro outro, a gente precisa se amar primeiro.”

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