Diga não ao bullying

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05
08/2011

“Até aqueles que considerava meus amigos me zoavam!”

Categorias: bullying, Depoimentos, Nas escolas - Por Rafaela Polo às 16:36

A leitora F.G., 14 anos, contou que sofreu muito quando foi vítima de bullying na escola. Ela lembra que ficou decepcionada com as pessoas que antes diziam-se suas amigas.

“Sempre tive a mesma turma na sala de aula. Mas, quando  crescemos e chegamos no colegial, as coisas começaram a mudar. As pessoas criaram apelidos ofensivos sobre mim, a respeito da minha cor, minha altura e do número que eu calço… Até aqueles que considerava meus amigos me zoavam! Eu não aguentei mais sofrer aquelas humilhações e contei para a minha mãe. Fora do horário de aula, ela foi até a escola e conversou com a diretora sobre o que eu estava enfrentando. Bastou chamar os responsáveis para que, depois de muito negarem, confessasem as agressões verbais. Depois desse dia, tudo melhorou. Por isso, se você está vivendo a mesma situação, enfrente o problema e não se deixe abalar!”

Segundo a psicóloga Fernanda Santini Franco, procurar ajuda evita que o bullying cause  maiores traumas: “Se ignorado, os danos psicológicos  causados pelo bullying podem ser permanentes e capazes de interferir no desenvolvimento e na constituição de identidade”, explica. Ela aconselha que qualquer prática seja denunciada e ainda reforça a importância da família: “O adolescente que conta com o suporte familiar pode pedir ajuda para lidar com o bullying e, assim, terá mais apoio para superar este momento”.

Se você passa por um problema como este, não tenha medo de pedir ajuda. É muito importante que você não se deixe abater por esse tipo de agressão.

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28
07/2011

“Enfrentei o bullying e a minha vida mudou”

Categorias: bullying, Depoimentos, Nas escolas - Por Rafaela Polo às 17:37



A leitora T. A, 12 anos, mandou um depoimento contando da época em que sofria bullying na escola. Ela começou a se sentir muito mal  e pediu ajuda, o que foi essencial para a solução do problema.

“Sofro bullying há muito tempo por ser mais magra do que as outras pessoas da minha escola. Me chamavam de “raquítica” entre outras coias  que me magoavam. Eu sempre tentei levar para a o lado da brincadeira, para ver se as pessoas enjoavam daquele tipo de atitude, mas nada adiantava.  Este ano eu não aguentei mais. Eu chorava muito e não queria mais ficar próxima de ninguém, pois tinha medo de me ferir. Contei para a minha mãe sobre este problema, e ela me incentivou a explicar para a diretoria do colégio o que estava acontecendo. As pessoas que faziam isso comigo acabaram levando uma suspensão e, desde então, me tratam de maneira bem diferente. Por isso, por experiência própria dou a dica: se você sofre com o bullying, conte seu problema para alguém, pois a sua vida pode mudar.”

A psicóloga Cintia Vilani explicou os traumas que este tipo de agressão pode causa e quais atitudes são indicadas para esse momento, “Bullying é uma situação de violência verbal, mas é mais comum ficarem com traumas aqueles adolescentes que não tem apoio da família e dos amigos. Os sintomas de problema psicológico são a aversão social, ansiedade ou depressão e, nesses casos, é bom que ele procure um profissional para tratamento individual e com a família. “

Caso você enfrente um problema parecido com esse , avise aos seus pais e funcionários do colégio para que eles possam te apoiar no combate ao bullying.

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23
06/2011

"Quando começam a falar de mim, tenho vontade de fugir. Pra suportar a dor, comecei a me cortar"

Categorias: bullying, Depoimentos, Nas escolas - Por Rafaela Polo às 16:14

A nossa leitora, M. N., de 14 anos, mandou seu depoimento sobre bullying. Ela não consegue mais ficar no meio de seus colegas de escola por causa das agressões, e, quando pediu ajuda, seus pais acharam que era bobagem.

“Sofro bullying desde pequena, mas nunca liguei muito para isso. Hoje, isso começou me afetar mais. Parei de frequentar lugares onde todos os meus amigos vão pois não aguento as piadinhas que fazem sobre mim quando estão todos reunidos.  Pelo fato de eu ter um  nariz um pouco grande e ser muito magra, eles me chamam de apelidos bem chatos como ‘ladra de ar’ e ‘graveto’. E eu nem preciso estar perto para isso acontecer, pois mesmo quando estou no meu canto, recebo tuítes com zoações a meu respeito. Já falei para os meus pais sobre o problema, mas eles só riem e acham que é bobagem. Pedi que eles me levassem a um psicólogo, mas eles acharam desnecessário. O que eles não sabem é o quanto isso me faz mal.  Quando começam a falar de mim, eu tenho vontade de fugir e ir para um lugar bem longe para chorar. Eu comecei a me cortar, para que pudesse esquecer esse problema e ajuda um pouco. Eu não sei mais o que fazer….”

Procuramos uma profissional para explicar esse comportamento tão sério da leitora.“Este comportamento de se cortar frente a uma situação angustiante, apesar de muito grave, não é incomum e é sim reversível. Em uma fase como a adolescência, em que a jovem se reconhece quando participa de um grupo, ser colocada de lado faz mal para a sua autoestima. A melhor coisa que se pode fazer é procurar um psicanalista. É uma pena que os pai não levem a sério, pois aquilo que ela não pode transformar em palavras, faz com que seu comportamento ganhe as dimensões que ganhou.”, explicou a psicóloga Katia Bizzarro.

Se, como no caso da M., seus pais não acreditarem no seu problema, procure outra pessoa de confiança, como uma tia ou mesmo uma professora, e peça ajuda com o problema!

Você passa por esse problema do bullying? Mande seu depoimento pra gente e levante a cabeça. Não deixe que essa agressão te abale!

16
06/2011

Elas sofreram bullying por ser gordinhas: a T. deu a volta por cima e a L. não ainda superou

Categorias: bullying, Depoimentos, Nas escolas - Por Equipe Capricho às 17:57

Nem todas as pessoas reagem da mesma maneira às agressões do bullying. Algumas ficam traumatizadas para toda vida e outras resolvem dar a volta por cima e não se deixam abalar com esse problema.

A T. M., de 13 anos, era chamada de gordinha, mas ao invés de ficar em depressão, ela deu a volta por cima e resolveu enfrentar o problema.

“Sou meio gordinha e desde a 1ª série do colégio os meninos da minha escola me agrediam fisicamente e psicologicamente por causa disso.  Eu sempre fui excluída das atividades e era isolada por todos.  Eu só conversava com os professores , e apenas quando eles me perguntavam alguma coisa. Por causa das agressões, troquei de colégio muitas vezes, mas nada fazia parar. Chegou a um ponto em que fiquei muito doente, por cauda do sofrimento que as agressões me causavam. Fiquei preocupada comigo mesma e pedi ajuda. Avisei meus pais sobre o problema e eles procuraram a escola, o que aumentou o diálogo sobre bullying com os alunos. Comecei  a frequentar uma psicóloga e uma nutricionista e hoje estou superbem.  Se você sofre com o bullying, na maioria das vezes quer fugir dele, se esconder, mas se não se abrir para o diálogo e não enfrentar isso, nunca superará o problema.”


Já a L.B., 18 anos, que também sofria com comentários maldosos por ser gordinha, nunca conseguiu superar os problemas que sofreu nos seus dias de colégio.

“Eu sofro com o bullying desde pequena. Comecei a engordar depois da 1ª série e minha autoestima ficou muito abalada com isso. Alguns meninos do meu colégio nunca perdiam a oportunidade de me zoar  por causa disso. Eles me chamavam de gorda, feia e até fizeram uma música sobre mim.  Mudei de escola querendo que aquele sofrimento acabasse, mas, coincidentemente,  um dos meninos que costumava me zoar se mudou para o mesmo lugar que eu.  Em um intervalo, na escola nova, ele me chamou e, só de ouvir ele falar meu nome tive uma crise de choro e tive que ir embora. Mesmo fazendo algum tempo que esse problema passou, eu não consigo superar. Eu não me acho bonita, não gosto de mim mesma, já tive depressão e me automutilei . Hoje posso me considerar melhor, mas só de ver algum desses meninos, mesmo que de longe, tenho crises de pânico.”

A psicóloga Ana Paula Maia explicou pra gente por que, apesar da agressão ser praticamente a mesma em ambos os casos, uma conseguiu superar o problema e a outra não. “O fato de uma ter superado o problema e a outra não pode se dever a vários fatores. A gente é uma caixa de surpresas. Enquanto uns conseguem se resolver, outros surtam completamente. É tudo uma questão de ter o desejo de mudança. A pessoa vê aquilo que os outros implicam e resolve procurar ajuda e se tratar para superar isso. É como vemos no seriado ‘Glee’, onde os personagens trabalham o que não gostam dentro deles. A superação depende também de como essa pessoa tem suporte em casa. Se os pais estão atentos ao problema e apoiam o filho, com certeza as possibilidades de superação são melhores.”.

Se você sofre com o bullying, não se cale e enfrente esse problema. Será melhor para você e evitará que outros passem pelo mesmo que você passou! =)

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06
06/2011

"Por causa do bullying, comecei a me auto-mutilar"

Categorias: bullying, Depoimentos, Nas escolas - Por Equipe Capricho às 14:56

A leitora G.V., de 13 anos, mandou sua história sobre bullying para nós. No caso dela, a situação chegou ao extremo. O sofrimento que as agressões causaram era tão grande que ela começou a se mutilar.

“Por causa do bullying, comecei a me auto-mutilar. Eu sofro bullying desde os 6 anos, tudo porque tenho uma marca de nascença no rosto, parecida com uma mancha. Em 2008, tudo ficou mais grave. Eu era nova na escola, e quando chegou próximo ao meu aniversário, eu chamei toda a turma para fazer parte, mas ninguém apareceu. A partir disso, comecei as mutilações, pois não me sentia mais importante para ninguém. Este ano, um aluno que era novo na escola em que eu estudo começou a me zuar, e por causa dele, logo em seguida, a escola toda estava me agredindo. Eles falavam que eu estava suja e tentavam limpar meu rosto, no lugar onde tenho minha mancha. Não tinha coragem de contar para os meus pais, mas tive que conversar com meu pai sobre o assunto. Ele foi até a escola falar do problema, e os meninos que fizeram isso comigo foram transferidos, mas o vazio que eu sinto ficou.”

Nós conversamos com a psicóloga Fabiana Pires, que comentou o depoimento da G. “ É essencial promover a conscientização de pais, professores, alunos e todos os que assistem a esse tipo de prática que tanto mal causam as pessoas. Ensinar o respeito pela diversidade é promover a saúde mental e física de todos.”, contou.

Se você passa por um problema como esse não fique calada. Conte aos seus pais e aos responsáveis no seu colégio e enfrente o problema. Essa é uma das maneiras de fazer as agressões pararem.

Você também sofre com o bullying? Manda a sua história para gente.

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