Existe um mito de que conversar sobre suicídio pode “colocar a ideia” na cabeça de alguém. Na realidade, abordar o tema com cuidado pode abrir espaço para acolhimento e prevenção.
Falar não incentiva
Evitar o assunto não faz o sofrimento desaparecer. Muitos casos poderiam ser prevenidos quando os sinais são percebidos e tratados com urgência
O silêncio não protege
Uma pesquisa da Unifesp e da UFS ouviu 12 jovens de 14 a 19 anos atendidos em serviços públicos de saúde mental de São Paulo.
O sofrimento pode se acumular
Bullying, discriminação, negligência emocional, autolesão e sintomas de ansiedade e depressão estavam entre os fatores mencionados pelos participantes
O que apareceu nos relatos?
O estudo indica que o sofrimento emocional pode ser resultado de vulnerabilidades acumuladas ao longo do tempo — e não apenas de um episódio isolado.
Nem sempre acontece de repente
Ouvir sem julgamentos, críticas ou comparações ajuda a pessoa a se sentir segura. Frases que diminuem a dor podem dificultar ainda mais o pedido de ajuda.
Acolher vem antes de aconselhar
Isolamento, mudanças intensas de comportamento, desesperança e falas sobre morte não devem ser ignorados. Nenhum sinal determina sozinho uma crise, mas o conjunto merece cuidado. (Serviços e Informações do Brasil)
Os sinais pedem atenção
Familiares, amigos, responsáveis e educadores não precisam lidar com a situação sozinhos. Buscar psicólogos, psiquiatras ou serviços de saúde é uma forma de cuidado.
Ajuda profissional faz diferença
Em uma emergência, procure o Samu pelo 192, uma UPA ou pronto-socorro. Para apoio emocional, o CVV atende gratuitamente pelo 188, 24 horas por dia.
Você não precisa enfrentar isso só