“Seja uma voz ativa”, pede Millie Bobby Brown em discurso antibullying

A embaixadora da UNICEF mais jovem de todos os tempos discursou sobre bullying e vulnerabilidade em cúpula das Nações Unidas.

Na ultima quarta-feira, 20, Millie Bobby Brown, a mais jovem embaixadora da UNICEF, participou da Cúpula Global na sede das Nações Unidas, em Nova York, nos Estados Unidos. A atriz, que representa o Fundo das Nações Unidas Para a Infância, falou sobre ter sofrido bullying na infância e como é importante não se calar diante de situações do tipo.

Millie durante seu discurso.

Millie durante seu discurso. (Monica Schipper/Getty Images)

“Eu sei como é se sentir vulnerável. Na escola, eu sofria bullying por um grupo de estudantes. Eu lembro de me sentir sem ajuda. A escola deveria ser um lugar seguro”, declarou Millie, que está com 15 anos, idade em que os meninos e as meninas começam a ter mudanças corporais muito visíveis que, tantas vezes, se tornam motivos de risos irresponsáveis.

“Hoje, os jovens da minha idade estão enfrentando desafios que há 30 anos eram difíceis de serem previstos”, disse a atriz, que interpreta a personagem Eleven na série Stranger Things, da Netflix. Ela disse que tem orgulho de dar sua voz em nome de tantas garotas ao redor do mundo, que também estão sedentas por soluções para problemas atuais, como bullying, falta de acesso e direito à educação, saúde mental precária, suicídio e mudanças climáticas. “Seja uma voz ativa. Não deixe as coisas não serem noticiadas”, pediu e incentivou Millie.

O jogador David Beckham, de 44 anos, pai de Brooklyn, de 22, Romeo, de 17, Cruz, de 14, e Harper, de 8, também representou a UNICEF no evento. Em setembro, a ONU realizou uma pesquisa com adolescentes de 30 países e mais de um terço deles relataram ser vítimas de bullying, inclusive o online, conhecido como cyberbullying. “No Brasil, 37% dos respondentes afirmaram já ter sido vítima de cyberbullying. As redes sociais foram apontadas como o espaço online em que mais ocorrem casos de violência entre jovens no País, identificando o Facebook como a principal. Além disso, 36% dos adolescentes brasileiros informaram já ter faltado à escola após ter sofrido bullying online de colegas de classe, tornando o Brasil o país com a maior porcentagem nesse quesito na pesquisa“, relatou o levantamento publicado no site da UNICEF.

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