S.O.S. Sexo: ‘Posso confiar totalmente na Pílula do Dia Seguinte?’

A dúvida da G.F. é a dúvida de muitas leitoras: e aí, qual é a da Pílula do Dia Seguinte?

Por Amanda Oliveira - 29 jun 2018, 17h10

A Pílula do Dia Seguinte não é o método contraceptivo mais recomendado, por conter níveis altíssimos de hormônio, mas, quando uma acidente ocorre, ela é uma saída – só não pode se transformar em uma tradição. Mas será que ela é 100% confiável? Essa é a preocupação da leitora G.F., de 17 anos, que nos enviou as seguintes questões: “posso confiar totalmente na Pílula do Dia Seguinte? Ela é segura?”.

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Quem responde a dúvida é a Dra. Mariana Maldonado, ginecologista especialista em sexualidade:
Em situações de emergência (se a camisinha estourar, por exemplo), a Pílula do Dia Seguinte é ainda a melhor solução, G.F., mas, definitivamente, não é o método mais seguro e recomendado quando a ideia é realmente evitar qualquer chance de gravidez. A pílula só é capaz de proteger até 90% das vezes, enquanto a pílula anticoncepcional regular protege 99,9% e a camisinha, 98%. Essa porcentagem de 10% pode parecer pequena, mas faz uma diferença enorme! É verdade, a eficácia da Pílula do Dia Seguinte é comprovada e, novamente, em situações de risco, ela é a solução mais plausível. Contudo, ela não substitui o uso de um método contraceptivo nem do preservativo. Por favor, nunca faça isso, combinado? Se tomaDa em raras OCASIÕES, ela não traz riscos graves à saúde, apesar de ter váriOs efeitos colaterais. O uso frequente dela (mais de 4 vezes em apenas um ano), porém, pode deixar a menstruação desregulada e acabar aumentando as chances de a mulher engravidar em um “acidente”. Ela também pode afetar a fertilidade. Consulte regularmente um ginecologista e se cuide!

Mande sua dúvida para capricho@abril.com.br e participe da seção S.O.S. Sexo!

 

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