‘Ninguém sabe realmente como é ser mãe, ainda mais com 18 anos’

Natália Nespoli não imaginava que dois risquinhos pudessem mudar sua vida tão rapidamente. Mas daí o pequeno Bernardo chegou e mudou ainda mais!

“Eu descobri que estava grávida aos 18 anos, nunca imaginei que seria mãe tão nova”, começa Natália Nespoli, de 22 anos, mãe do Bernardo. Ela fez primeiro um teste de farmácia e, dentro do tempo determinado nas instruções, não tinha aparecido nada. “Eu e o meu namorado da época saímos para relaxar um pouco, pensando que havia algum problema, mas quando voltamos, estava lá. Eram os dois tracinhos que mudaram minha vida“, ela conta sobre a surpresa da descoberta.

Nem ela nem o pai do Bernardo sabiam o que aquilo significava, e Natália conta que tremia muito na hora em que eles foram verificar na bula se era possível o resultado positivo aparecer depois do estipulado. “Quando confirmamos que sim, foi bem difícil para mim. Chorei bastante, porque não tinha ideia do que fazer”, recorda a jovem. O namorado a acalmou e eles foram ao hospital para realizar um segundo e definitivo teste.

(Gabriel Moreira/Reprodução)

“O teste hospitalar é muito tranquilo. Era aniversário do pai do Bê e a notícia foi dada como se fosse um presente para ele, mas mal sabiam o quão nervosos nós estávamos”, Nat brinca. Depois que a médica confirmou a gravidez, pediu para ela começar logo o pré-natal e então, no dia do primeiro ultrassom, nasceu uma mãe: “Foi lindo ver meu bebê pela primeira vez. Chorei feito doida e emocionamos até a médica. Naquele dia mesmo, soube que era um menino e, vendo o Bê naquela telinha, tive certeza que enfrentaria o mundo por ele“.

(Natália Nespoli/Reprodução)

E então veio aquela parte que é provavelmente a mais difícil para quem fica grávida na adolescência: contar para os outros. A Nat fez por partes. “Primeiro, contei para minha prima e minhas amigas mais próximas, que me ajudaram muito nessa fase inicial, até eu ter coragem de falar para minha família”, ela explica. “Depois contei para a minha mãe e, surpreendentemente, ela ficou bem feliz, mesmo que depois ela tenha chorado em segredo. Ela foi muito forte por mim!“, completa.

A mãe de Natália foi quem contou para o pai a notícia, após se recuperar do susto. “Ele chorou e passamos uma semana sem nos falar, me evitando pela casa, até que ele chegou com uma roupinha azul e aquilo significou muito para mim“, ela relembra a emoção de receber um dos primeiros presentinhos para o Bê. No geral, ela teve o apoio da família desde o começo e ninguém ficou a julgando – o que, ela afirma, significou muito para ela e a ajudou a passar por tudo de maneira mais tranquila.

(Natália Nespoli/Reprodução)

Só então que a Nat contou para a galera e postou uma foto do ultrassom no Instagram. Aí todo mundo ficou sabendo mesmo! “Nunca me importei muito com comentários. Levei muito bem minha gravidez e foi um período muito importante para perceber a importância das pessoas que estavam ao meu redor“, confessa a jovem mãe, destacando que as amigas foram importantíssimas e sempre a mimaram muito.

Notícia dada, era hora de curtir a gravidez! “Ela foi muito agitada. Eu não quis parar por conta dela, então o Bê me acompanhou em muitas coisas. Até ao Rock in Rio fomos juntos!”, relembra. Mas claro que mesmo assim bateu aquele medinho do que estava por vir: “Fiquei bastante insegura durante o período da gestação. Por mais que as pessoas falem muito, ninguém sabe realmente como é ser mãe, ainda mais com 18 anos e sem a ajuda do pai da criança”. A essa altura, ela e o namorado não estavam mais juntos.

Esse é o Bernardo com 15 dias! (Natália Nespoli/Reprodução)

Apesar das dificuldades, a Nat lembra de tudo como um momento mágico para ela. “Quando passa o susto, a gente percebe o quão lindo é passar por tudo isso. Mesmo que tenha o lado chato e algumas privações, nada explica a ligação que existe entre a mãe e o bebê na barriga”, ela conta sobre, por exemplo, ver o barrigão crescendo (que garante ser melhor do que qualquer tanquinho) e sentir os chutes!

O nascimento foi um pouco antes do esperado já que ela perdeu líquido entrando no oitavo mês de gestação. Foi cesariana e ela não gostou muito disso porque passou mal da anestesia. “Mas no final consegui beijar meu neném quando ele nasceu, então não posso reclamar de nada”, confessa. A festa ainda foi dupla já que Bernardo nasceu no dia do aniversário de 80 anos do avô dela. “A enfermeira disse que nunca viu tanta gente na maternidade. Meus amigos mais próximos estavam e a família também”, se emociona. E quem foi que a acompanhou no parto? A mãe dela! Porque mãe é mãe, né?! 

(Natália Nespoli/Reprodução)

E assim, há 3 anos, a Nat começou a comemorar o Dia das Mães de uma nova forma. “Eu sinto muito orgulho em comemorar esse dia como mãe e também como filha”, a Nat explica que espera fazer um papel tão bom na vida do Bê quanto a mãe dela. “O dia é meu, mas o motivo de tudo é ele! Bernardo é a luz que eu quero mais uma vez agradecer por ter entrado na minha vida. Agradecer o colorido que ele acrescenta aos meus dias, agradecer o amor que ele me dá, agradecer por ser sua mãe. Presente maior não há”, completa.

(Natália Nespoli/Reprodução)

“Quando me perguntam como é ser mãe, nunca sei ao certo o que responder. Mas hoje eu posso arriscar e dizer que vai muito além do que as palavras podem explicar. Ser mãe é um conjunto de sentimentos e emoções que só quem é, sabe”, Nat arrisca. “É se desfazer em lágrimas ao ouvir as batidas do coração do bebê na barriga, é achar lindo um borrão no monitor do ultrassom, é sorrir ao sentir um chute, é não se importar com a dor do parto, porque a vontade de ver seu filho é muito maior que isso. É amamentar por mais que isso machuque, é rir ao ver seu primeiro sorriso, é acordar de madrugada e não se importar, é se orgulhar a cada progresso, é chorar ao ouvir ‘mamã’ pela primeira vez“, ela fala sobre o amor incondicional que conheceu ao ter o Bernardo.

(Natália Nespoli/Reprodução)

Mesmo sendo adolescente quando engravidou, não tendo a ajuda do pai da criança, enfrentando dificuldades e lutando contra o medo, Natália garante que tudo vale a pena quando ela olha para o Bernardo. Feliz Dia das Mães, Nat! ❤

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  1. Nossa! passou um filme na minha cabeça agora. impossível não emocionar, comigo aconteceu a mesma coisa. engravidei com dezoito anos e sem a ajuda do pai, mas o meu filho é meu maior incentivo na vida. apesar dos medos e dos julgamentos, me sinto realizada

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