Legislação aprova medida que proíbe produtos plásticos descartáveis na UE

União Europeia finalmente estabelece um prazo real e concreto para o fim de plásticos descartáveis, de vida curta na mesa mas loga no meio ambiente

O Parlamento Europeu acaba de aprovar uma medida que proíbe a comercialização de uma série de produtos plásticos descartáveis para tentar reduzir a produção de lixo dos países da União Europeia. A legislação passa a valer oficialmente em 2021. Até lá, tanto as empresas quanto os consumidores precisam rever alguns costumes bastante enraizados.

 (Rosley Majid/EyeEm/Getty Images)

Calma! Não é que todo o produto plástico vai ser banido. Somente aqueles que possuem alternativas biodegradáveis sairão de circulação, e estima-se que essa substituição aconteça de forma lenta. Canudos plásticos, cotonetes, pratos, talheres e copos descartáveis serão os primeiros itens da lista a serem minados.

A medida visa também diminuir o uso e consequentemente o descarte dos plásticos oxidegradáveis, que, com o passar do tempo, se dividem em pequenas partículas, conhecidas popularmente como microplásticos. Elas são, atualmente, umas das principais ameaças dos oceanos e dos animais marinhos. Se não revermos nosso dia a dia, até 2050, vai haver mais lixo nos mares que peixes.

“Uma ponta de cigarro jogada no mar contamina entre 500 e mil litros de água”, disse Frédérique Ries, deputado belga criador da proposta. Esse foi um dos argumentos listados pelo político para que a medida fosse aprovada, que propõe também alternativas para a reciclagem. Hoje, menos de 10% do lixo é realmente reciclado, o que produz um acúmulo de descartes em ilhas que, na teoria, seriam paradisíacas. Na prática, elas viraram lixões a céu aberto, com restos vindo especialmente dos Estados Unidos, maior produtor de lixo plástico do mundo.

No Brasil, algumas propostas que visam diminuir a produção e o consumo de produtos plásticos descartáveis, como canudos e cotonetes, já chegaram até o Congresso mas nenhuma medida efetiva ainda foi aprovada. Cabe a cada um de nós repensar nosso consumo, ter responsabilidade sobre o próprio lixo e começar a buscar alternativas, que estão se tornando cada vez mais acessíveis no mercado. 

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